SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Governo de São Paulo autorizou, nesta segunda-feira (10), que concessionária LinhaUni desenvolva um estudo para ampliação da linha 6-laranja do metrô.
Caso o projeto seja aprovado, o ramal contará com mais 7 km. Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos, a extensão será executada em dois trechos: um rumo à região central da capital, com as novas estações Aclimação, Cambuci, Vila Monumento e São Carlos/Parque da Mooca, já no início da zona leste, e outro na direção da zona norte, que contará com as paradas Morro Grande e Velha Campinas.
Em nota, a Secretaria de Parcerias em Investimentos diz que processo agora seguirá os trâmites necessários e, posteriormente, com a contratação, será possível definir cronogramas de entrega dos estudos e demais projetos.
As escavações ligando as 15 estações do atual trecho da linha terminaram no domingo (9) quando a tuneladora Maria Leopoldina chegou à estação São Joaquim, na Liberdade, região central, a última do trecho sul do ramal.
O outro tatuzão concluiu no início desta semana as escavações do trecho norte, quando chegou à estação Brasilândia.
Segundo a empreiteira espanhola Acciona, principal integrante do consórcio, todas as 15 estações do futuro ramal metroviário estão conectadas.
A obra de expansão utilizará métodos distintos de escavação conforme a geologia do solo, afirma o governo. No trecho central, será usado tatuzão. Já a extensão até na zona norte adotará o método NATM (New Austrian Tunneling Method), com escavação sequencial, mais adequado para solos rochosos, diz.
Com essa ampliação, a linha 6 passará a se conectar diretamente com a linha 10-turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que também terá uma parada na estação São Carlos, localizada na região da avenida Presidente Wilson.
Sem a extensão, a linha 6-laranja vai ligar a Brasilândia, na zona norte de São Paulo, à estação São Joaquim, na região central, com expectativa de transportar mais de 630 mil passageiros por dia. Com isso, o tempo de deslocamento nesse trajeto, que hoje é feito em cerca de uma hora e meia por ônibus, será reduzido para apenas 23 minutos.
O trecho entre Brasilândia e Perdizes tem previsão de entrega para o final de 2026. O traçado entre Perdizes e São Joaquim deve entrar em operação em 2027, de acordo com governo.
Do total, 14 das futuras estações estão com túneis perfurados. A exceção é a 14 Bis-Saracura, que tem apenas 15% de suas obras realizadas, por causa da descoberta de um sítio arqueológico.
Questionada sobre o futuro da estação na região central de São Paulo, a LinhaUni, consórcio responsável pela obra e pela gestão do ramal em sistema de concessão por 30 anos, não respondeu até a publicação deste texto.
Em outubro do ano passado, em nota, o consórcio disse ter apresentado um projeto de aceleração de obras e alternativas técnicas que contemplariam a 14 Bis-Saracura.
“Porém, o avanço das atividades depende de posicionamento do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] quanto à conclusão dos resgates arqueológicos no local”, disse, na época.
As escavações na futura estação foram parcialmente paralisadas em maio do ano passado após a descoberta de cerca de 4.000 peças supostamente de origem do quilombo Saracura.
“Até o momento, todas as atividades de engenharia possíveis de serem executadas paralelamente ao trabalho de resgate arqueológico já foram concluídas”, afirmou.
Também em nota, o Iphan disse que não havia embargo ao empreendimento e que a empresa de arqueologia contratada pela concessionária seguida realizando todas as atividades no canteiro do sítio Saracura, “tendo em vista que há vigente uma portaria de autorização de resgate arqueológico”.
Redação / Folhapress
