RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Governo discute regulação de big techs para estimular concorrência

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta sexta-feira (19) o debate sobre a regulação econômica e concorrencial de plataformas digitais no Brasil. A medida coloca na mira a atuação de empresas como Google, Meta, Amazon, ByteDance (dona do TikTok) e Microsoft.

Até o dia 18 de março, ficará aberta uma consulta pública lançada pela Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda sobre o tema pelo portal Participa + Brasil.

Entre os questionamentos, a equipe econômica pergunta se devem ocorrer alterações na lei de defesa da concorrência, se uma nova regulação é necessária, quais aspectos devem ser objeto de regulação e como coordenar a ação estatal para gestão do tema.

Na visão do governo, a discussão sobre os aspectos econômicos e concorrenciais da atuação das plataformas tem ficado em segundo plano diante do debate sobre a disseminação de notícias falsas, e merece aprofundamento.

O órgão da Fazenda aponta na consulta pública que o número de casos que chegaram ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) envolvendo plataformas digitais –que inclui motores de busca, aplicativos de mensagens instantâneas, redes sociais e marketplaces– aumentou significativamente nos últimos anos.

Entre 1995 e abril de 2023, foram notificados 233 atos de concentração em mercados digitais, sendo aproximadamente 26% relacionados ao varejo online e 24% ao segmento de publicidade online. Do total de casos, 224 (96,1%) foram aprovados sem restrições.

A pasta diz ter observado um aumento acentuado no número de casos especialmente a partir de 2020, sendo que nos anos de 2021 e 2022 foi registrado o maior volume de processos referentes ao controle de concentrações.

Quanto a condutas anticompetitivas, de 2011 a abril de 2023, foram iniciadas 23 investigações relacionadas a plataformas digitais, principalmente envolvendo acordos de exclusividade e abuso de posição dominante. Até o momento, três casos resultaram na assinatura do TCC (Termo de Cessação de Conduta).

“Surgem preocupações de que problemas anticoncorrenciais relevantes possam passar despercebidos pelas autoridades antitruste devido a critérios de notificação inadequados”, diz o texto.

“Ademais, mesmo em casos que cheguem às autoridades, há receios de que a aplicação padrão da lei antitruste, sem adaptações, seja incapaz de identificar e corrigir problemas relacionados a barreiras à entrada e à promoção de concorrência efetiva em mercados digitais”, acrescenta.

O debate no Brasil ganha destaque na esteira das medidas tomadas no cenário internacional. Em 2022, a União Europeia adotou o Digital Markets Act, uma legislação específica para regulamentar os chamados “gatekeepers”, que servem como porta de entrada no relacionamento entre empresas e consumidores com relação à oferta de serviços das plataformas digitais.

NATHALIA GARCIA / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS