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Governo elabora resolução que autoriza retomada de obras de Angra 3

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo elaborou uma resolução que autoriza o Ministério de Minas e Energia a outorgar à Eletronuclear a retomada da implantação e a posterior exploração da usina nuclear de Angra 3. O custo estimado para concluir o empreendimento é de ao menos R$ 21 bilhões.

O documento será votado nesta terça-feira (10) em reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), formado por diferentes ministros e presidido por Alexandre Silveira (Minas e Energia). Também está na pauta, à qual a Folha teve acesso, uma resolução que aprova o preço de a energia elétrica, autoriza e estabelece diretrizes para a celebração do contrato de energia para a usina.

Como mostrou a Folha, antes mesmo da aprovação definitiva o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elaborou uma estratégia de comunicação com uma ampla justificativa para a retomada multibilionária das obras da usina nuclear de Angra 3.

De acordo com o plano, ao qual a Folha teve acesso, a retomada de Angra 3 tem mais de dez justificativas. Entre elas, a busca pela descarbonização do setor elétrico, a segurança energética e a geração de empregos.

A projeção do governo é que, no auge das obras, Angra 3 vai gerar quase 10 mil empregos diretos. A gestão Lula também afirma que os investimentos movimentarão um setor com índice de nacionalização superior a 65%, o que traria efeitos multiplicadores na economia nacional.

O Palácio do Planalto se baseia em um estudo feito pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que aponta que cada R$ 1 investido na usina geraria R$ 2,27 ao PIB (Produto Interno Bruto).

Segundo estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o valor para abandonar as obras é próximo ao de finalizá-las. De acordo com a instituição, o custo para desistir do empreendimento pode passar de R$ 21 bilhões, enquanto o de concluir a construção da usina nuclear é avaliado em torno de R$ 23 bilhões.

De acordo com o banco, a tarifa necessária para cobrir o investimento é de R$ 653,31 por MWh (megawatt-hora). Segundo a Eletronuclear, este valor é inferior à média das térmicas do Sudeste, de R$ 665.

FÁBIO PUPO / Folhapress

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