RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Governo reduz expectativa de economia de despesas para R$ 6,8 bi neste ano

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu mais uma vez a previsão de economia de despesas com o programa de revisão de gastos deste ano.

A projeção agora é de redução de R$ 6,8 bilhões, R$ 2,2 bilhões a menos que a previsão anterior.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (23) pelo secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas do Ministério do Planejamento, Sérgio Firpo.

O governo reduziu em R$ 1,9 bilhão a previsão de economia com o sistema Atestmed, implementado pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e que dispensa a perícia presencial e permite a apresentação do atestado médico pela internet.

A economia com a revisão de benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) caiu R$ 300 milhões. Não houve detalhamento dos dados.

A frustração foi incorporada no 4º relatório bimestral de receitas e despesas do Orçamento, encaminhado ao Congresso na última sexta-feira (20).

O programa de revisão de gastos é até agora a única frente de trabalho em execução no governo Lula para conter as despesas. No início do ano, o governo esperava uma economia de R$ 10 bilhões, valor que caiu mais tarde para R$ 9 bilhões e agora para R$ 6,8 bilhões.

A equipe econômica foi obrigada agora a reconhecer uma nova frustração no documento oficial do governo enviado ao Legislativo e que serve de base para o anúncio de bloqueios e contingenciamentos de despesas orçamentárias para evitar o estouro do teto de gastos do arcabouço fiscal e da meta fiscal.

O foco do programa em 2024 é uma ação para conter o avanço de despesas previdenciárias com medidas administrativas de controle desses gastos.

No primeiro semestre, o governo chegou a anunciar que a previsão de economia de R$ 10 bilhões era conservadora e que poderia chegar ao final do de 2024 entre R$ 14 bilhões e R$ 15 bilhões, na contramão do ceticismo dos especialistas em finanças públicas que não apostaram no potencial do programa para conter o avanço das despesas com o pagamento dos benefícios previdenciários.

Na época, os analistas calculavam que as despesas com a Previdência Social estavam subestimadas no Orçamento em mais de R$ 20 bilhões. A equipe econômica insistia que as despesas iriam cair com a revisão de gastos.

A cada relatório bimestral o governo, porém, tem revisado para cima as projeções dos gastos previdenciários, mas os analistas seguem preocupados e em alerta para o risco de novas frustrações nas previsões do governo e o seu impacto para o cumprimento da meta fiscal em 2024 de déficit zero neste ano.

O desempenho do programa de revisão de gastos deste ano é acompanhado com lupa pelo mercado financeiro porque o governo contou com uma economia de R$ 25,9 bilhões de corte de despesas no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) de 2025. É também a única medida de redução de gastos para o ano que vem.

Ao comentar a frustração da economia esperada em 2024 e o seu impacto para 2025, o secretário Sérgio Firpo disse que a revisão de gastos é um processo de amadurecimento e que o governo tem todas as ferramentas para conseguir atingir a meta de 2025. Segundo ele, outras medidas poderão ser tomadas caso a economia estimada estiver em perigo de não ser atingida.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Atestmed é um sistema que tem sido bem-sucedido e significativamente mais eficiente. Segundo ele, o governo está fazendo investimentos no sistema. “Todo investimento ainda não foi completado”, afirmou.

Ele ponderou que a conta linear muitas vezes que é feita do gasto previdenciário é metodologicamente incorreta, porque há impactos sazonais. O número 2 do Ministério da Fazenda informou que o governo esta fazendo a revisão neste ano de 800 mil benefícios por incapacidade temporária com uma taxa de cessação líquida estimada de 55%. “O resultado parcial é melhor que a gente esperava”, afirmou.

ADRIANA FERNANDES E IDIANA TOMAZELLI / Folhapress

COMPARTILHAR:

Mais do Colunista

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.