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Hamas liberta três primeiras reféns de Israel após acordo de cessar-fogo

SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – Autoridades de Israel confirmaram a libertação de três reféns mantidas pelo Hamas, como parte do acordo do cessar-fogo na guerra em Gaza, que começou a valer na manhã deste domingo (19). Em troca, Israel prepara a libertação, nas próximas horas, de 90 prisioneiros palestinos que estão em seu poder.

As reféns foram libertadas e já voltaram ao território israelense, onde passarão por tratamento médico. O governo israelense publicou nas redes sociais uma mensagem de boas vindas a elas.

Romi Gonen, 24, Emily Damari, 28, e Doron Steinbrecher, 31, estavam presas há 471 dias, desde 7 de outubro de 2023. Gonen estava no festival de música invadido pelo Hamas naquele dia. Damari e Steinbrecher foram sequestradas dentro de suas próprias casas, no kibbutz (vilarejo agrário) Kfar Aza, no sul de Israel.

Em troca, Israel deve liberar 90 prisioneiros palestinos ainda hoje, a maioria deles mulheres e menores de idade. Entre eles, deve estar a militante Khalida Jarrar, 62, da Frente Popular para a Libertação da Palestina.

Presidente de Israel celebrou retorno das mulheres. “Uma nação inteira se alegra com o retorno de vocês”, escreveu Isaac Herzog nas redes sociais. “Este é um dia de alegria e conforto, e o começo de uma jornada desafiadora de recuperação e cura juntos”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que as reféns “estão saindo da escuridão para a luz, da escravidão para a liberdade”. A declaração foi durante um telefonema a Gal Hirsch, coordenador das negociações de reféns e desaparecidos.

Ao todo, 33 reféns israelenses devem ser liberados nesta primeira fase da trégua, que deve durar ao menos seis semanas. Durante esse período, haverá negociações para uma segunda fase, que incluiria a libertação de todos os reféns e estabeleceria as bases para o fim da guerra.

Além da libertação de prisioneiros, o acordo inclui um cessar-fogo completo, a retirada do exército israelense de áreas densamente povoadas em Gaza e um aumento na ajuda humanitária. Autoridades egípcias preveem que, agora, 600 caminhões contendo mantimentos, remédios e outros itens essenciais possam entrar no território diariamente.

Primeira trégua em mais de 15 meses de guerra atrasou três horas. A previsão era começar às 8h30 (3h30 no horário de Brasília), mas o Hamas atrasou a entrega de uma lista com os nomes dos reféns para o governo de Benjamin Netanyahu até 11h15 (6h15 em Brasília). Nesse meio-tempo, houve um novo bombardeio em Gaza, que deixou ao menos 19 mortos.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas matou 1.210 israelenses, e sequestrou outros 251. Desses, 94 permaneceram em Gaza e 34 morreram, segundo o exército israelense.

Em resposta, Israel iniciou um ataque aéreo e terrestre que devastou a Faixa de Gaza e matou 46.913 pessoas, a maioria civis. Os dados são do Ministério da Saúde do território palestino e considerados confiáveis pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Redação / Folhapress

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