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Holandês esfria festa brasileira para João Fonseca em Portugal

CASCAIS, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Estava tudo preparado para uma festa brasileira em Cascais, município da área metropolitana de Lisboa, na noite de quarta-feira (30). Os torcedores foram chegando aos poucos ao Clube de Tênis do Estoril para assistir à estreia de João Fonseca no Estoril Open, torneio da série Challenger da ATP. Às 20h, a quadra central estava lotada.

O resultado não foi o esperado pela maior parte dos fãs. O tenista de 18 anos, grande promessa do Brasil no tênis, 65º do mundo, perdeu por 2 sets 0 para o holandês Jesper de Jong, 93ª no ranking, com parciais de 6/2 e 7/5.

“Havia muito tempo não vinha um tenista brasileiro de ponta para nosso torneio, e o resultado é esta quadra lotada”, disse pouco antes da partida Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Cascais —o cargo equivale ao de prefeito no Brasil. “Pela nossa estimativa, cerca de 23% da população de Cascais é formada por brasileiros. Torço para uma final entre Fonseca e o português Nuno Borges.”

A parte mais barulhenta da torcida brasileira se acomodou na arquibancada de fundo. Como em um jogo de futebol, desfraldava bandeiras e comemorava cada ponto como se fosse um gol, algo que não é muito comum em uma partida de tênis. O entusiasmo, no entanto, foi esfriado logo no começo. De Jong ganhou o primeiro game, quebrou o saque de Fonseca no segundo e manteve o próprio serviço no terceiro, abrindo boa vantagem.

A torcida tentou incentivar Fonseca quando ele conseguiu seu primeiro game. “Fonseca! João!”, cantavam as arquibancadas. Quando um holandês solitário gritava “let’s go, let’s go, Jesper”, irrompiam as vaias. A juíza teve que pedir silêncio algumas vezes.

Fonseca, no entanto, não conseguiu reagir. De Jong fechou o primeiro set por 6 a 2 depois de ter quebrado novamente o serviço do brasileiro.

O início do segundo set foi uma repetição do primeiro. De Jong confirmou seu serviço, quebrou o de Fonseca e confirmou o seu de novo, abrindo 3 a 0. As arquibancadas ficaram silenciosas, e era possível ouvir as palavras de incentivo de Guilherme Teixeira, técnico de Fonseca: “Cada ponto conta”, “calma, mantenha a cabeça”, “agora é hora de acertar aquele golpe”.

Incentivado por seu técnico e pela torcida, o carioca esboçou uma reação. Quebrou o saque de De Jong e empatou a partida em 3 a 3. Começou a vibrar e a comemorar cada ponto, passando a impressão de que poderia virar o jogo.

Os golpes que fizeram a fama de Fonseca, no entanto, apareceram apenas esporadicamente em Estoril, distrito de Cascais. Foram poucas as bolas vencedoras com sua direita poderosa. Em vários momentos, João perdeu o ponto por exagerar na força.

O segundo set teve equilíbrio até que o holandês quebrasse novamente o saque do brasileiro no último game, fechando o jogo em 7/5. Fonseca saiu cabisbaixo da quadra, mas a torcida da arquibancada do fundo não lhe negou aplausos.

A final dos sonhos do presidente da Câmara Municipal da cada vez mais brasileira Cascais não vai acontecer.

JOÃO GABRIEL DE LIMA / Folhapress

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