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Hospitais privados registram alta de atendimentos por Covid no pós-Carnaval

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nos últimos dias, os hospitais das principais capitais do país apresentaram aumento nos atendimentos por Covid, o que pode ser reflexo das novas infecções ocorridas durante as festas de Carnaval.

É o exemplo dos hospitais privados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília ligados à Rede D’Or. Os atendimentos por Covid nas unidades da rede tiveram um aumento de 31% na última semana, passando de 119 casos, até o dia 10 de fevereiro, para 156 na semana de 11 a 17 —o que inclui o período de pós-Carnaval.

Já na comparação com os dados de duas semanas anteriores (de 28 de janeiro a 3 de fevereiro), o aumento foi ainda maior, de 60,8%. A concentração dos atendimentos ocorreu principalmente em São Paulo, com 48,7% dos casos respiratórios com diagnóstico positivo para Covid, seguido do Rio de Janeiro, de 33,3%.

“Era esperada uma elevação no número de infecções, em razão da concentração de pessoas em blocos e festas durante o Carnaval. A maioria dos casos, no entanto, é leve e não demanda internação hospitalar”, afirma David Uip, diretor nacional de Infectologia da Rede D’Or e reitor do Centro Universitário da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC).

No Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o número de internações por Covid nas duas primeiras semanas de fevereiro já superou o registrado em janeiro: foram 55 internações de 1° a 13 de fevereiro, contra 54 em todo o mês de janeiro. A unidade também registrou um aumento no pós-Carnaval, de 14 a 19 de fevereiro, com 16 internações por Covid. Na última terça-feira (20), o hospital tinha seis pacientes em unidades semi-intensivas, nove em enfermaria e um paciente com Covid na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Embora muitos dos atendimentos registrados nos hospitais sejam de casos leves, a Covid continua, contudo, sendo uma doença que apresenta uma carga em todo o mundo, com o registro de surtos recentes em algumas cidades no país.

É previsto, ainda, que a junção da temporada de gripe esperada para os próximos meses e a alta de Covid no pós-Carnaval eleve ainda mais atendimentos médicos.

“A temporada de gripe deve se iniciar agora, em geral é em abril, maio, dependendo da região, e existe o risco real de co-circulação dos dois vírus. Isso acabou de ser visto na Europa e também aqui no Brasil já tivemos esse registro em um passado recente”, diz a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas (SP).

Richtmann explica que as subvariantes da ômicron predominantes no país são hoje a JN.1 e a JB.1, além da XBB.1.5. Os sintomas destas formas do vírus são, em geral, mais leves, embora casos graves possam ocorrer em pessoas imunocomprometidas e idosos. “Nesse momento, a gente tá vendo muita dor de garganta, dor de cabeça, pode ter febre, e menos perda de olfato e paladar”, afirma a médica.

De acordo com o último boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na segunda-feira (19) com dados do sistema SIVEP-Gripe, atualmente sete estados apresentam tendência de aumento nos casos de Srag (síndrome respiratória aguda grave) no longo prazo: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Tocantins.

Ainda, em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, houve o aumento de Srag relacionado ao vírus influenza A, embora em menor número em comparação aos casos confirmados para Sars-CoV-2.

No contexto nacional, porém, a tendência é de queda no longo prazo (últimas seis semanas) e de crescimento no curto prazo (últimas três semanas), provavelmente puxada pela diminuição na região Norte e aumento no Centro-Oeste e Sudeste do país.

O boletim ainda indica que os dados de mortalidade por Srag Covid nas últimas semanas tem mantido-se estáveis, com maior impacto nas crianças de até dois anos de idade e na população a partir de 65 anos.

ANA BOTTALLO / Folhapress

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