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Incêndio fecha maior aeroporto da Europa, afeta ao menos 1.350 voos e gera caos aéreo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O aeroporto de Heathrow, no Reino Unido, foi fechado temporariamente nesta sexta-feira (21) após um incêndio atingir a subestação elétrica que alimenta o terminal. O incidente causou um apagão, afetando pelo menos 1.351 voos com origem e destino nesse que é o principal aeroporto da Europa e o quarto mais movimentado do mundo.

De acordo com o operador do aeroporto, o Heathrow Airport Holdings, o local ficará fechado durante todo o dia, o que está causando um caos aéreo —o terminal se conecta com 80 países e opera cerca de 1.300 decolagens e aterrissagens por dia, o que o faz ter um fluxo diário de 230 mil passageiros.

“Os passageiros são aconselhados a não viajar para o aeroporto e devem entrar em contato com sua companhia aérea para mais informações”, disse a operadora do terminal, que ficará fechado até a meia-noite. “Pedimos desculpas pelo inconveniente.”

O incêndio começou na noite de quinta (20). Durante a madrugada, colunas de fumaça laranja foram vistas antes de uma equipe de cerca de 70 bombeiros controlarem as chamas, às 8h locais (5h no Brasil).

Mesmo sem evidências de que o incêndio tenha sido fruto de um ato criminoso, é a unidade de combate ao terrorismo da polícia que está liderando as investigações, segundo a corporação.

“Embora atualmente não haja indicação de sabotagem, mantemos a mente aberta neste momento”, disse o serviço de polícia metropolitana de Londres em um comunicado. “Dados a localização da subestação e o impacto que esse incidente teve na infraestrutura nacional crítica, o Comando de Combate ao Terrorismo está liderando as investigações.”

Segundo a nota, a unidade especializada tem recursos para avançar com a investigação rapidamente, e a polícia está trabalhando em conjunto com os bombeiros de Londres para estabelecer as causas.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Jonathan Smith, afirmou que um transformador com 25 mil litros de óleo de resfriamento pegou fogo, causando “risco significativo devido à presença de equipamentos de alta tensão”.

O fogo, então, impediu o funcionamento do sistema de energia para emergências, segundo o ministro da Energia britânico, Ed Miliband. Engenheiros estariam trabalhando para implantar um terceiro mecanismo. “Queremos entender por que aconteceu e quais lições, se houver, esse incidente deixa para nossa infraestrutura”, disse o ministro à Sky News.

Para o porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ainda era muito cedo para especular. “Haverá um momento para uma investigação minuciosa”, disse ele a jornalistas. “Esperamos que essas perguntas sejam respondidas, mas nossa prioridade agora é lidar adequadamente com este incidente.”

O diretor-geral da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês), o irlandês Willie Walsh, criticou o aeroporto. “Como uma infraestrutura de importância nacional e global pode ser completamente dependente de uma única fonte de energia, sem alternativa? Esta é uma falha clara de planejamento por parte do aeroporto”, disse Walsh na rede social X.

Cerca de 120 voos para o aeroporto estavam no ar quando o fechamento foi anunciado, e todos tiveram que ser desviados para outros terminais. Dois voos da Qantas que vinham de Perth, Austrália, e Singapura, por exemplo, tiveram que ser desviados para o Charles de Gaulle, em Paris, segundo a companhia aérea australiana. Outros sete da United Airlines tiveram que retornar ao aeroporto de origem ou ser direcionados para outros destinos, segundo a companhia americana.

Pela manhã, as estradas ao redor de Heathrow estavam em grande parte desertas —apenas algumas pessoas saíam do local com suas bagagens.

Segundo especialistas do setor, a interrupção se estenderá muito além do aeroporto, já que muitas aeronaves agora estarão fora de posição —só a British Airways, a maior transportadora de Heathrow, tinha 341 voos programados para pousar no aeroporto nesta sexta.

As redes cuidadosamente coreografadas das companhias aéreas dependem da localização de aviões e tripulações, e, por isso, dezenas de companhias aéreas terão que reconfigurar rapidamente seus planos.

“Heathrow é um dos principais hubs do mundo”, disse à agência de notícias Reuters Ian Petchenik, porta-voz do site de rastreamento de voos FlightRadar24. “Isso vai perturbar as operações das companhias aéreas ao redor do mundo.”

De acordo com o Heathrow Airport Holdings, 5,7 milhões de passageiros viajaram pelo aeroporto no mês passado —o fevereiro com mais movimento no terminal já registrado. De março de 2024 a fevereiro de 2025, foram 84,1 milhões passageiros. Para atender toda a demanda, mais de 90 mil pessoas trabalham no aeroporto, o que o torna o maior empregador em um único local do Reino Unido.

Além de afetar o aeroporto, o apagão ainda deixou 100 mil casas sem energia durante a noite, segundo Miliband, ministro da Energia. Às 6h (3h no Brasil), 4.900 casas continuavam sem energia, segundo um porta-voz do operador da rede elétrica National Grid.

Redação / Folhapress

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