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Incidência de dengue no bairro de Jaguara é quase 6 vezes maior à taxa na cidade de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O coeficiente de incidência de dengue no distrito de Jaguara, na zona oeste do município de São Paulo, é quase seis vezes maior do que o registrado na cidade como um todo.

Segundo o boletim epidemiológico de arboviroses municipal, divulgado nesta segunda-feira (29), com dados até o último dia 24, a incidência de dengue na Vila Jaguara está em 10.598,1 por 100 mil habitantes. O local tem 2.518 casos confirmados.

Em toda a capital paulista, essa taxa é de 1.832,7, com 220.029 casos, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde. A cidade vive, hoje, uma epidemia de dengue. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde, considera-se epidemia quando o coeficiente de incidência ultrapassa a casa de 300 casos por 100 mil habitantes.

Na semana anterior, Jaguara tinha incidência de 9.651,5, com 2.293 infecções. Até 10 de abril, o distrito registrou coeficiente de 8.497,8 e 2.019 casos.

De 10 a 17 de abril, a incidência no local aumentou em 1.153,7. Na última semana, o distrito de Jaguara aumentou a incidência em 946,6.

O coeficiente até 24 de abril também é bem maior ao observar a série história de 2015 a 2024. Em 2015, quando o país viveu uma epidemia de dengue, Jaguara registrou 1.032,8 de incidência e 252 casos.

Apesar de epidêmicos, os distritos de Moema (304,1), Jardim Paulista (329,0), Saúde (366,2), Vila Mariana (373,8) e República (395,5) possuem as incidências mais baixas da cidade.

Na última semana, Moema e Jardim Paulista eram os únicos bairros do município fora do índice considerado epidêmico.

Em relação às mortes, em uma semana, o número saltou de 67 para 105 —alta de 56,7%. Na capital, 236 óbitos permanecem em investigação.

O Brasil vive uma explosão de casos de dengue desde o final do ano passado. Somente neste ano, até a última atualização dos dados, na última sexta-feira (26), foram registradas 1.888 mortes e 3.921.271 casos prováveis de dengue em 2024. O número é superior ao recorde histórico de 2015.

PATRÍCIA PASQUINI / Folhapress

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