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Irã nega ter ajudado houthis em ataque contra Israel e acusa Tel Aviv de arrastar EUA para catástrofe

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Irã negou, nesta segunda-feira (5), ter apoiado o ataque dos rebeldes houthis do Iêmen contra o principal aeroporto de Israel, na véspera, e afirmou que Tel Aviv quer arrastar os Estados Unidos para uma catástrofe no Oriente Médio.

“As ações dos iemenitas em apoio ao povo palestino foram uma decisão independente, derivada de seu sentimento de solidariedade”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã em um comunicado. “O Irã ressalta a firme determinação de defender-se”, acrescenta a nota, que alerta Israel que um eventual ataque terá consequências.

No domingo (4), o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que responderia ao bombardeio dos houthis e de “seus mestres terroristas iranianos” —a ameaça se concretizou nesta segunda. A Força Aérea israelense disse ter atacado alvos de infraestrutura, incluindo o porto de Hodeidah e uma fábrica de concreto próxima à cidade de Bajil, a cerca de 2.000 quilômetros de Israel.

Segundo Tel Aviv, o porto de Hodeidah é usado pelos houthis “para a transferência de armas iranianas, equipamentos com fins militares e outros propósitos terroristas”. A fábrica de concreto de Bajil, por sua vez, “serve como um recurso econômico importante para o regime terrorista houthi e é usada para a construção de túneis e infraestrutura militar”.

Esse foi o sexto ataque israelense no Iêmen desde o início da guerra e o primeiro desde janeiro. Os houthis, que controlam grandes partes do Iêmen, são aliados de Teerã e lançam ataques contra Israel desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023.

Após o ataque de domingo perto do aeroporto Ben Gurion, oito pessoas foram levadas ao hospital, incluindo duas mulheres com ferimentos leves na cabeça, e diversas companhias cancelaram voos que passavam pelo terminal —algumas até quarta-feira (7).

Ao lado de Israel, os EUA ameaçaram o Irã por seu apoio aos houthis nos últimos meses. No final de abril, o Pentágono disse que havia atacado mais de 800 alvos no Iêmen desde meados de março. Os bombardeios, a maior operação militar do país no Oriente Médio desde que Trump assumiu o cargo, em janeiro, mataram centenas de pessoas.

Segundo os houthis, Washington voltou a bombardear nesta segunda alvos em Sanaa e suas imediações. O Ministério da Saúde dos rebeldes afirmou que 14 pessoas ficaram feridas em Sawan, um bairro residencial da capital.

A tensão fez o ministro da chancelaria iraniana, Abbas Araghchi, acusar Israel de querer arrastar os EUA para uma catástrofe no Oriente Médio. Segundo ele, “Netanyahu está interferindo diretamente no governo americano para arrastá-lo para outra catástrofe em nossa região”, escreveu o chanceler na rede social X.

Irã e EUA, que estão em conflito há quatro décadas e não mantêm relações diplomáticas, iniciaram, em abril, um ciclo de negociações sobre o programa nuclear de Teerã. O premiê israelense pede que Washington desmantele o programa nuclear de Teerã, vete a capacidade do país de enriquecer urânio e impeça o desenvolvimento de mísseis balísticos.

Para o Irã, as exigências são uma linha vermelha nas negociações. Em sua publicação nesta segunda, Araghchi acusa o premiê israelense de “ditar o que o presidente Trump pode ou não fazer em sua diplomacia” com o país do Oriente Médio.

Redação / Folhapress

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