Israel cerca casa de líder do Hamas idealizador do ataque de 7 de outubro

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Quando a guerra entre Israel e Hamas completa dois meses, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que suas forças cercaram, em Khan Younis, a casa do lider do grupo extremista Yahya Sinwar, apontado como o idealizador do ataque de 7 de outubro .

“Sua casa pode não ser sua fortaleza e ele pode escapar, mas é apenas uma questão de tempo até que o capturamos”, disse Netanyahu em um comunicado.

Moradores de Khan Younis disseram que tanques israelenses se aproximaram da casa de Sinwar, mas não se sabe se ele estava lá.

Em Gaza, seu apelido era “o carniceiro de Khan Younis”. “Falava friamente, como se fosse indiferente a tudo. Nada o afetava”. Yahya Sinwar é “a face do mal”, disse recentemente um porta-voz do exército israelense.

O chefe do grupo extremista, de 61 anos, é o idealizador do ataque de 7 de outubro, no qual os comandos do Hamas dispararam contra bases militares, kibutzs e um festival de música eletrônica em Israel.

De acordo com as autoridades israelenses, 1.200 pessoas morreram, incluindo mais de 300 militares, e cerca de 240 foram sequestradas.

Classificado como “rosto do diabo” e declarado um “homem morto” pelo Exército israelense, Sinwar não aparece em público desde outubro.

Uma israelense de 85 anos, sequestrada em 7 de outubro e libertada duas semanas depois, disse que conheceu Yahya Sinwar enquanto estava em cativeiro e perguntou como ele não se envergonhava de ter agido violentamente.

Yocheved Lifshitz, de 85 anos, foi levada de sua casa no Kibbutz Nir Oz, em Israel, para Gaza. Ela relatou ao jornal israelense Davar que confrontou Sinwar quando ele visitou os reféns em um túnel subterrâneo.

“Sinwar esteve conosco três ou quatro dias após nossa chegada”, disse Lifshitz. “Eu lhe perguntei como ele não tem vergonha de fazer tal coisa com pessoas que durante todos esses anos apoiaram a paz”.

“Ele não respondeu. Ficou em silêncio”, declarou Lifshitz acrescentando que “passou por um inferno” enquanto era refém.

Redação / Folhapress

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