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Italiana se desculpa por polêmica com boxeadora argelina: ‘Estava irritada’

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A pugilista italiana Angela Carini refletiu sobre falas que incitaram polêmica ao redor de sua colega de profissão Imane Khelif, da Argélia.

Carini pediu desculpas a Khelif. A italiana concedeu entrevista ao jornal de seu país La Gazzetta dello Sport, publicada nesta sexta-feira (2).

“Toda essa controvérsia me deixa triste. Peço desculpas a minha oponente, também. Se o COI disse que ela pode lutar, eu respeito essa decisão”, declarou Angela Carini.

A europeia disse que errou ao não cumprimentar sua oponente após desistir da luta. Carini justificou a atitude com sua irritação pela eliminação nas oitavas de final do torneio feminino até 66kg.

“Não era algo que queria fazer. Na verdade, gostaria de pedir desculpas a ela e a todos. Estava irritada porque minhas Olimpíadas tinham virado.”

Carini ainda afirmou que “abraçaria” Khelif caso elas se encontrem em uma nova luta.

A POLÊMICA

A boxeadora Imane Khelif ganhou da italiana Angela Carini em 46 segundos na última quinta (1). A argelina desferiu fortes golpes na região do nariz da atleta europeia, que jogou a toalha, desistindo do combate por achar que não tinha condições.

Khelif é uma de duas boxeadoras que não foram aprovadas em “teste de gênero” aplicado pela IBA (Associação Internacional de Boxe) em 2023. Ela foi desclassificada do Mundial de Boxe pelo resultado. A boxeadora taiwanesa Lin Yu-ting, que participa das Olimpíadas, também foi reprovada. A IBA não explica em seu site o método do teste, que diz ser “confidencial”, mas afirma que elas “têm vantagens comparadas com as outras competidoras”.

O porta-voz do COI explicou por que um teste de testosterona não é adequado. “O teste de testosterona não é um teste perfeito. Muitas mulheres podem ter níveis de testosterona iguais ou semelhantes aos dos homens, embora ainda sejam mulheres”, disse Mark Adams, porta-voz do COI, sobre o caso.

O COI diz que a IBA não é mais um órgão reconhecido como competente pelo comitê desde 2023. Um documento oficial cita que a organização de boxe apresentou falhas recorrentes relacionadas à integridade e transparência da associação, que foi acusada de manipulação de resultados e corrupção.

Não há qualquer confirmação que Imane Khelif não seja uma mulher cisgênero. A imprensa internacional chegou a levantar possibilidade — sem comprovação — de que a boxeadora argelina seja uma pessoa intersexo (que nasce com características sexuais não binárias).

Redação / Folhapress

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