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Jornalista presa por ofensas homofóbicas no sábado volta a ofender homens gays em condomínio em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A jornalista Adriana Catarina Ramos de Oliveira, 61, foi filmada ofendendo três homens gays nesta segunda-feira (16) — dois dias após chamar um indivíduo de “bicha nojenta” no shopping Iguatemi, em São Paulo, e ser presa.

O caso desta vez foi registrado no condomínio onde a mulher vive, no bairro de Higienópolis, centro da capital paulista.

Segundo relato das vítimas, o ataque ocorreu no saguão do prédio. Ao ver os homens, Catarina teria começado a ofendê-los com termos homofóbicos e fazer suposições sobre os hábitos sexuais do grupo.

Vídeos gravados pelos ofendidos mostram a agressora os chamando de “boiolas” e “gaiola das loucas”, referência ao filme LGBTQIA+ de Édouard Molinaro.

Catarina ainda faz insinuações sobre sexo, dizendo que os homens “querem dar o c.” e têm relações “a noite inteira”.

A Polícia Militar foi acionada e encaminhou a jornalista para uma delegacia. Ela prestou depoimento e foi liberada. Os agredidos devem prestar uma queixa-crime.

“Foi um momento extremamente constrangedor e humilhante, que nos expôs de forma cruel e injusta”, diz Gustavo Leão.

Segundo a administração do condomínio, Adriana mora no local há cerca de um mês e já causou outras confusões. Ela teria ofendido funcionários. Os comentários de cunho homofóbico também não teriam sido os primeiros, de acordo com a gestão do edifício. Moradores já haviam se queixado do comportamento da jornalista. A administração afirma que estuda punições.

Na manhã desta terça (17), moradores que teriam sido ofendidos por Adriana realizaram reunião com a administração do prédio.

No domingo (15), Catarina conseguiu a liberdade provisória subordinada a medidas cautelares.

De acordo com o Tribunal de Justiça, ela deve comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades, assim como eventual atualização de endereço. Ela está proibida de frequentar o shopping Iguatemi, onde os fatos ocorreram e a vítima trabalha, segundo o tribunal.

A jornalista também não pode se ausentar da cidade por mais de oito dias sem comunicação prévia. Se ela descumprir as restrições, pode voltar imediatamente à prisão.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa da jornalista. Adriana não respondeu às mensagens enviadas em sua rede social.

Em sua conta no Facebook, consta que ela é de Campinas, interior de São Paulo, e se formou em jornalismo na PUC-Campinas. Nas redes sociais, ela mescla comentários sobre notícias, política e mensagens religiosas.

BRUNO LUCCA / Folhapress

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