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Justiça aceita pedido de falência continuada da Teka

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça de Santa Catarina decretou, na tarde de quinta-feira (27), a falência continuada da Teka Têxtil S.A., uma das mais tradicionais indústrias têxteis do Brasil, após mais de 12 anos em recuperação judicial.

A decisão, tomada pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências e Recuperação Judicial de Jaraguá do Sul, mantém a empresa funcionando em suas duas unidades, em Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP), até que o patrimônio seja liquidado, para que todos os credores sejam pagos. A empresa acumula uma dívida de mais de R$ 4 bilhões.

“Crucial reconhecer que manter a empresa em operação durante o processo de falência é medida que preservará o valor dos ativos de forma mais eficaz do que simplesmente somando os ativos inertes. Isso, sem dúvida, maximiza o valor total dos ativos”, afirma o juiz em sua decisão.

Para o magistrado, manter a empresa operando evita custos adicionais com segurança, manutenção e funcionários, resultando em economia para a massa falida.

Em coletiva de imprensa na quinta-feira, representantes da administração judicial e diretores da empresa disseram que o processo de recuperação judicial não conseguiu reverter a crise financeira da companhia. O advogado Pedro Cascaes Neto, porta-voz da administração judicial, afirmou que “havia sempre uma esperança de que um fato novo iria reverter a situação, mas isso não aconteceu e a dívida se tornou impagável”.

A Teka é atualmente a empresa com a maior dívida ativa de tributos federais em Santa Catarina e a segunda maior do Sul do Brasil. Do total de débitos, R$ 205 milhões são referentes às dívidas trabalhistas, enquanto a dívida tributária soma R$ 2,5 bilhões.

Nos últimos seis meses, a empresa fez pagamentos e recolhimentos de direitos em dia, o que permitiu a decretação da falência continuada, uma modalidade que garante a continuidade das operações até a liquidação do patrimônio e pagamento dos credores.

Segundo o Painel S.A, acionistas tentam impedir a falência. O fundo de investimentos Alumni, que controla a companhia com 24% das ações, é um dos que buscam convencer a Justiça a barrar o pedido.

Com a falência decretada, os ativos da Teka serão vendidos para a quitação das dívidas. O processo incluirá a venda de bens inservíveis, que não são utilizados no momento, e posteriormente a venda da empresa em bloco, garantindo a manutenção dos empregos.

A Teka, fundada há mais de um século, emprega diretamente quase 2.000 pessoas em suas unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP) e atende cerca de 50% da rede hoteleira do Brasil.

Os valores arrecadados serão distribuídos entre os credores conforme a ordem estabelecida pelo artigo 83 da Lei de Falências. Funcionários e ex-funcionários terão prioridade no pagamento.

Listada na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, a Teka tem valor de mercado de aproximadamente R$ 14 milhões.

ANA PAULA BRANCO / Folhapress

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