RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Justiça Eleitoral rejeita ação do PT contra Rosangela Moro por mudança em domicílio eleitoral

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) rejeitou, nesta quarta-feira (26), uma ação apresentada por diretórios do PT contra a deputada federal Rosangela Moro (União-SP). A legenda acusava a parlamentar de fraude por ter mudado o seu domicílio eleitoral para Curitiba após ser eleita por São Paulo.

A decisão foi unânime. À coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a parlamentar diz que acompanhou o julgamento com tranquilidade e que estava confiante de que a decisão seria técnica. “Foi uma pá de cal na discussão”, diz ela. “Mais uma vitória contra o PT”, completa Rosangela.

“O PT fica inventando tese”, segue a deputada. “Neste momento, eu sou eleita por São Paulo e continuo exercendo o meu mandato por São Paulo.”

Rosangela diz que ficou surpresa, mas satisfeita, com o fato de o relator do processo ter se debruçado sobre o mérito da questão –havia a possibilidade de a ação ser rejeitada sem maior discussão por ser de autoria de diretórios locais do PT, e não da Federação Brasil da Esperança, integrada pela legenda.

Relator do processo, o desembargador Guilherme Frederico Hernandes Denz afirmou que, embora os candidatos a cargos eletivos devam comprovar que moram na unidade federativa pela qual pretendem concorrer, inexiste previsão legal que barre a mudança após a vitória no pleito.

“A alegação não merece prosperar na medida em que inexiste no ordenamento jurídico, constitucional ou legal impedimento à transferência de domicílio eleitoral ao detentor ou detentora de cargo eletivo de deputado ou deputada federal para outra unidade federativa”, afirmou o magistrado.

No início deste ano, Rosangela transferiu seu título para a 1ª Zona Eleitoral da capital paranaense. Partidários da deputada afirmaram, à época, que a decisão se deu por questões logísticas, já que ela e seu marido, o senador Sergio Moro (União-PR), mantêm residência em Curitiba.

Na época, Moro aguardava julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que poderia resultar na cassação de seu mandato. Caso a derrota se confirmasse, Rosangela seria uma alternativa para concorrer à vaga aberta. No mês passado, porém, o senador foi absolvido por todos os ministros da corte.

À coluna, a deputada reafirma que a decisão pela mudança se deu por questões logísticas. “Meus filhos estão aqui, eu sou natural de Curitiba”, diz.

Durante o julgamento, o relator do processo afirmou que o domicílio eleitoral é o local de residência ou de moradia em que o eleitor possua algum vínculo específico, seja ele familiar, econômico ou político. E disse que, nesse sentido, a relação de Rosangela com a capital paranaense estava provada.

“Ela realmente tem um vínculo em Curitiba, que eu acredito que seja até público e notório”, afirmou o desembargador Denz. “O vínculo ficou sobejamente comprovado, o que é suficiente para o deferimento da solicitação de transferência.”

O magistrado do TRE-PR citou uma consulta feita pelo ex-senador Edison Lobão ao TSE e respondida pelo então ministro Sepúlveda Pertence, no início dos anos 2000.

O então titular da corte superior eleitoral afirmou à época que um senador por um estado poderia, sim, se candidatar por outra unidade da federação, desde que cumprisse com as condições de elegibilidade e de que respeitasse o prazo para transferência de domicílio eleitoral antes do pleito.

MÔNICA BERGAMO / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS