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Justiça homologa acordo de Eliseu Martins com Itaú; acusação contra ex-CFO segue

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça de São Paulo homologou o acordo de R$ 2,5 milhões feito entre o contador Eliseu Martins e seus filhos com o Itaú para encerrar um processo que envolvia a cobrança de pareceres contábeis e consultorias que não foram entregues.

Além dos pareceres não entregues, o Itaú também reclamava de uma sociedade não declarada oficialmente entre o contador e Alexsandro Broedel, ex-diretor financeiro da instituição bancária e responsável pela compra dos serviços de Martins. A ligação entre os dois feria a governança interna.

Pelo acordo homologado no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) no último dia 11, Martins se comprometeu a pagar R$ 2,5 milhões para encerrar o caso, montante que se somava a R$ 1,5 milhão que já havia sido devolvido ao Itaú antecipadamente.

Seus filhos Eric Martins e Vinícius Martins, ambos sócios do contador em duas empresas separadas, também eram acusados pelo Itaú, mas foram retirados do processo.

Martins é um dos nomes mais conhecidos no mercado de contabilidade do país. Ele foi ex-diretor do Banco Central, da FEA-USP, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e ex-presidente da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras).

À Justiça ele reconheceu a sociedade entre os dois. Afirmou que desconhecia quem aprovava e liberava os pagamentos no Itaú, que não tinha conhecimento do sistema de governança interna, e que Broedel havia informado a ele que a sociedade entre eles era conhecida pelo banco.

Com a homologação, Broedel passa a responder sozinho na Justiça por desvio de poder e gestão abusiva, conflituosa e irregular por ter ficado com parte de pagamentos e serviços contratados por ele para o banco.

Ele nega todas as acusações e sustenta no TJSP que os pareceres de Martins já eram contratados pelo banco antes de sua entrada na instituição, 12 anos atrás.

O Itaú processou formalmente Broedel e Martins em duas ocasiões neste ano. No total, o banco exigia o pagamento de R$ 10 milhões por pareceres contábeis não recebidos.

Atualmente na Espanha, Broedel aguarda uma definição do Santander para o seu futuro na companhia. Ele deixou o Itaú há quase um ano para assumir cargo como chefe global de contabilidade do banco espanhol, porém, no último dia 4, a companhia oficializou o português Manuel Preto para a posição.

DIEGO FELIX / Folhapress

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