RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Justiça mantém solto Gil Rugai, condenado pelas mortes do pai e madrasta

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve na terça-feira (26) a liberdade de Gil Rugai, após o MPSP (Ministério Público de São Paulo) recorrer da decisão que concedeu regime aberto para o homem em agosto. O ex-seminarista foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão pelo assassinato do pai e da madrasta em 2004.

Recurso foi julgado pela Quarta Câmara de Direito Criminal da Justiça de São Paulo. O julgamento foi presidido pelo relator e desembargador Luis Soares de Mello.

O recurso havia sido impetrado pela promotora de Justiça Mary Ann Nardo, do MPSP. O órgão citou um laudo com “apontamentos negativos” sobre Rugai e, em julho, se manifestou contra a progressão de regime, levando em consideração a gravidade dos crimes e o tempo de pena que ainda faltava para ser cumprido.

Procurada pelo UOL, a defesa de Gil Rugai disse que não irá se manifestar. A reportagem tenta contato com o MPSP. O texto será atualizado tão logo haja manifestação.

O ex-seminarista Gil Rugai foi solto em agosto do “presídio dos famosos” em Tremembé, no interior de São Paulo. Ele deixou a prisão, com uso de tornozeleira eletrônica.

Soltura ocorreu após decisão judicial favorável ao ex-seminarista. O pedido de progressão ao regime aberto foi feito pela defesa de Rugai e o Ministério Público se manifestou contrário à soltura.

Ele passou por exame criminológico e teste de Rorschach, ferramenta utilizada por profissionais da psicologia para interpretar informações sobre a personalidade de uma pessoa. Como noticiou o UOL, o laudo psicológico sugere imaturidade emocional, que pode indicar a necessidade de aprovação e atenção acompanhada de intensa ansiedade. Após as avaliações, que tiveram o resultado positivo para o condenado -apesar de alguns apontamentos, o MP reafirmou ser contra a soltura.

Em decisão obtida pelo UOL, juíza disse entender que Rugai comprovou requisitos legais para a soltura: “Comportamento ótimo”. A magistrada Sueli Zeraik de Oliveira Armani apontou que a postura do preso era considerada “ótima” pelo Serviço de Segurança e Disciplina do estabelecimento prisional.

Rugai deve cumprir medidas impostas pelo Judiciário. Entre elas, comparecer trimestralmente a uma vara de execuções criminais para informar suas atividades; permanecer em sua casa nos finais de semana, feriados e repouso noturno entre às 20h e 06h, com exceção de autorização judicial; não mudar de comarca sem prévia autorização; não mudar de residência sem comunicar à justiça; e utilizar tornozeleira eletrônica.

ASSASSINATO DO PAI E DA MADRASTA

Gil Rugai foi acusado pelo MPSP de matar o pai, Luiz Rugai, e a madrasta, Alessandra Troitini, após o genitor descobrir que o filho desviava dinheiro da empresa. Naquela ocasião, ele tinha 20 anos.

O crime aconteceu em 28 de março de 2004. Na época, Luiz tinha 40 anos e foi morto com seis tiros. Alessandra, então com 33 anos, foi alvejada com cinco disparos. O ex-seminarista sempre negou as acusações.

Em 2013, Gil foi condenado por um júri a 33 anos e nove meses de prisão. Em 2021, ele progrediu para o semiaberto, mas passou por reviravoltas judiciais em relação ao benefício nos anos seguintes.

Gil Rugai começou a fazer faculdade de arquitetura em maio de 2023, após autorização do STJ. O ex-seminarista deixava o presídio entre os horários das 17h às 23h30 para ir estudar.

Redação / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS