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Koyo Kouoh será primeira curadora africana da Bienal de Veneza, em 2026

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nesta terça-feira (03), a organização da Bienal de Veneza anunciou que a curadora suíço-camaronesa Koyo Kouoh será responsável pela curadoria da 61ª exposição internacional de arte, que acontece em 2026.

Diretora executiva e curadora-chefe do Museu Zeitz de Arte Contemporânea da África (Zeitz MOCaa), da Cidade do Cabo, na África do Sul, Kouoh será a primeira mulher de origem africana a exercer a função de curadora-geral na história de uma das mais importantes bienais de arte do circuito internacional.

A curadora também foi a diretora artística e responsável pela fundação da Raw Material Company, centro de arte, conhecimento e sociedade em Dakar, cidade do Senegal, na África Ocidental, além de ter sido membro da equipe curatorial de duas edições, em 2007 e 2012, da mostra Documenta, evento alemão considerado a maior mostra de arte do mundo.

Em seu anúncio, o novo presidente da Bienal de Veneza, o italiano Pietrangelo Buttafuoco declarou que a nomeação da suíço-camaronesa renova o compromisso da mostra artística em ser “a casa do futuro”.

“A nomeação de Koyo Kouoh como diretora do Setor de Artes Visuais é o reconhecimento de um amplo horizonte de visão no alvorecer de um dia profuso de novas palavras e olhares. Sua perspectiva como curadora, acadêmica e figura pública influente encontra-se com as inteligências mais refinadas, jovens e disruptivas”, disse o presidente.

Kouoh agradeceu o conselho da Bienal e declarou estar ansiosa para compor uma exposição que “tenha significado para o mundo em que vivemos atualmente”.

“A Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza tem sido o centro de gravidade para a arte há mais de um século. Artistas, profissionais de arte e museus, colecionadores, negociantes, filantropos e um público cada vez maior convergem neste local mítico a cada dois anos para sentir o pulso do zeitgeist”, afirmou ela.

“Os artistas são os visionários e cientistas sociais que nos permitem refletir e projetar de maneiras que apenas esta linha de trabalho proporciona. Estou profundamente grata ao conselho da Bienal e, particularmente, ao seu presidente, Pietrangelo Buttafuoco, por me confiar esta missão monumental, e estou ansiosa para trabalhar com toda a equipe.”

Kouoh também foi vencedora do Grand Prix Meret Oppenheim, em 2020, considerado o grande prêmio suíço do mundo das artes, e hoje vive alternadamente na Cidade do Cabo, na África do Sul, em Dakar e na cidade da Basileia, na Suíça.

Entre diversos outros trabalhos de sua carreira, ela também foi responsável pela organização de “Body Talk: Feminismo, Sexualidade e o Corpo nas Obras de Seis Artistas Africanas”, exibida pela primeira vez em Bruxelas, na Bélgica, em 2015, e atuou como curadora do programa educacional e artístico da 1-54 Contemporary African Art Fair, em Londres, na Inglaterra, e em Nova York, nos Estados Unidos, entre os anos de 2013 e 2017.

Em seu mandato no Zeitz Mocaa, seu trabalho se dirige especialmente à organização de exposições solos que adotam como foco artistas africanos e de descendência africana.

Redação / Folhapress

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