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Leandro Hassum se veste de mulher em novo filme e diz que usar cinta foi a pior parte

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Há anos, desde que se casou e teve uma filha, Leandro Hassum vê seu lar sendo comandado por mulheres. Tanto que, quando vai fazer alguma coisa ou comprar algo, liga para a esposa, Karina, com quem está há 27 anos.

“Minha mulher é quem comanda a minha casa. Lá é assim ‘eu vou gastar o dinheiro que a minha mulher toma conta’. Então eu preciso avisar a ela”, afirma em entrevista à Folha de S.Paulo. “Vejo o desrespeito na minha casa quando alguém vai fazer um orçamento e a pessoa olha para mim. Eu digo: ‘Fala com ela porque é com ela’. Faço questão de pontuar.”

O contexto da conversa foi o novo filme que Hassum estrela, “Uma Advogada Brilhante”, com estreia prevista nos cinemas para quinta-feira (6). Na produção, ele interpreta o advogado Michele, mais conhecido como Mike. No Brasil, o nome é mais associado ao sexo feminino.

Por isso, ele se aproveita da confusão para garantir uma vaga após a pequena firma em que trabalha ser comprada por uma das maiores empresas do país, o escritório TOP. A companhia decide manter o contrato apenas das mulheres e demite os homens.

Não demora muito para a comédia ganhar contornos de crítica, quando fica claro que a atitude é apenas para garantir a boa imagem. O filme é uma produção da 44 Toons e Warner Bros. Discovery, com distribuição da Downtown Filmes e apoio do Telecine.

“A cinta era o pior. Muito pior do que o salto alto, que eu não podia tirar. Se eu tirar, o pé não entra nunca mais porque ia inchar”, diz ele. Antes das gravações, Hassum recebeu aulas de postura da filha, que o ensinou a colocar um pé na frente do outro. A preparação envolvia também lace, aplique de cílios e maquiagem, e tudo demorava em torno de duas horas e meia.

“Minha mulher é do tênis e da sandalinha, até porque tem uma joanete, que ela tem até nome, a gente batizou, é outra pessoa que mora lá em casa”, conta aos risos. “A hora de botar o corset, era uma tortura. Era quase um instrumento de tortura”, complementa.

O primeiro dia de gravação foi a cena em que o personagem está em uma aula de ginástica feminina e usa um collant roxo e meia calça azul. Ele afirma que precisou “aquendar”, termo usado na comunidade LGBTQIAP+ que significa esconder a genitália.

“Você não pode mais sentar durante o dia inteiro, fiquei de salto. Passei mal no dia seguinte e as gravações tiveram que ser canceladas porque tive febre. Fiquei de cama”, relembra. “Nenhum homem sobrevive depois de ‘aquendar’ pela primeira vez”, diz Ale Machado, diretora da produção.

A premissa do filme, um homem se vestir de mulher, não é nova, mas, para eles, existe uma certa fascinação por parte do público com o universo feminino -o que poderia explicar os sucessos de filmes como “Minha Mãe É Uma Peça”, “As Branquelas” e “Vovó… Zona”.

“Acho que tem um maravilhamento. No meu caso, como eu nunca fiz mulher, pode ser um pouco dessa questão. Não é uma ideia original, mas existem maneiras de se tratar”, avalia. “Desde o cinema preto e branco, existe esse fator da curiosidade. A gente tenta fazer isso e respeitar a mulher.”

MARIA PAULA GIACOMELLI / Folhapress

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