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Leilão de petróleo do pré-sal supera expectativa e arrecada R$ 28 bilhões

RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com grande competição entre petroleiras, o leilão de petróleo do pré-sal realizado pelo governo nesta quinta-feira (26) superou as expectativas iniciais e gerou uma arrecadação potencial de R$ 28 bilhões entre 2025 e 2026.

A receita é parte de um pacote apresentado pelo MME (Ministério e Minas e Energia) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ajudar no equilíbrio fiscal após as resistências à proposta de aumento de IOF.

O MME estimava uma arrecadação potencial de R$ 25 bilhões com o leilão. O secretário de Petróleo e Gás do ministério, Pietro Mendes, destacou que a lei orçamentária previu R$ 23 bilhões. “É fundamental essa arrecadação de R$ 5 bilhões a mais”, disse.

O valor final, porém, vai depender da evolução dos preços do petróleo, já que os lotes são pagos com a cotação do momento da retirada da carga das plataformas em alto-mar. O petróleo vendido pelo governo nesta quinta será produzido nos campos de Búzios, Mero, Sépia e Itapu, localizados na Bacia de Santos.

“Tivemos o maior número de vencedores, os maiores preços e batemos recordes em relação aos ágios dos lotes. Sem dúvida nenhuma, foi um grande sucesso”, disse o presidente da estatal PPSA (Pré-sal Petróleo SA), Luiz Fernando Paroli.

Foi o quinto leilão realizado pela PPSA, criada para gerir os contratos de partilha da produção do pré-sal, que dão à União uma fatia do petróleo produzido. No último, em 2024, o governo arrecadou R$ 17 bilhões com a venda de 37,5 milhões de barris de petróleo dos campos de Mero e Búzios.

Ao todo, dez empresas se inscreveram para disputar o petróleo oferecido pelo governo nesta quinta. Duas delas estrearam em leilões da PPSA: a norueguesa Equinor e a americana ExxonMobil, ambas vencedoras de lotes do leilão.

Nesse tipo de leilão, vence a empresa ou consórcio que se dispuser a pagar o maior valor por barril de petróleo. Os lances são atrelados à cotação do Brent, referência internacional de preços negociada em Londres.

O lance vencedor do sexto lote, referente à produção do campo de Itapu, teve o melhor valor já registrado em leilões promovidos pela PPSA, com desconto de apenas US$ 0,65 em relação à cotação do Brent na data da retirada do petróleo.

Foi feito por consórcio formado entre a chinesa Petrochina e a Refinaria de Mataripe, controlada pelo fundo árabe Mubadala, que levou dois dos sete lotes leiloados nesta quinta. A Petrobras levou outros três. A norueguesa Equinor e consorcio formado pela portuguesa Galp e pela Exxon levaram um, cada.

Os vencedores do leilão ficam responsáveis por retirar o petróleo das plataformas de produção em alto-mar. Depois, podem exportá-lo ou vendê-lo no Brasil ao preço que quiser.

No campo de Búzios, o segundo maior produtor do país atualmente, a União tem direito a 23,24% da produção, após o desconto dos custos. Em Mero, são 41,65% da produção. Em Sépia e Itapu, são 37.43% e 18,15%, respectivamente.

São, ao todo, 24 contratos de partilha da produção, a maior parte deles ainda sem operação. Ao fim do leilão desta quinta, o presidente da PPSA disse que a previsão é leiloar em 2026 outros 100 milhões de barris que pertencem ao governo. Segundo Paroli, a expectativa é que a venda do próximo ano gere uma arrecadação de R$ 37 bilhões —a estimativa, porém, pode ser afetada pelo valor do dólar e do brent, diz.

A PPSA projeta recordes anuais de venda de barris para os próximos anos, com um pico em 2030 –ano em que a companhia prevê a produção de 500 mil barris por dia.

Questionado sobre a instabilidade do mercado internacional em meio aos conflitos no Oriente Médio, Paroli afirma que o cenário tem atraído investidores para o Brasil.

NICOLA PAMPLONA PAULO RICARDO MARTINS / Folhapress

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