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Líder da ultradireita na França diz que recusará ser premiê sem maioria absoluta

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente do Reunião Nacional (RN), Jordan Bardella, afirmou nesta quarta (19) que recusaria a chance de ser primeiro-ministro do país se seu partido não conseguir uma maioria absoluta na eleição legislativa antecipada, prevista para ocorrer nos próximos dia 30 de junho e 7 de julho.

As pesquisas de opinião veem o eurocético e anti-imigração RN na frente no pleito, que foi convocado após decisão do presidente Emmanuel Macron de dissolver a Assembleia Nacional. A medida foi tomada depois que o RN saiu vencedor da eleição para o Parlamento Europeu com o dobro de votos da legenda governista em aposta arriscada de Macron para tentar obter mais apoio ante o crescimento da ultradireita.

Muito mais musculoso depois do pleito europeu, a sigla de ultradireita provavelmente não conseguiria garantir maioria absoluta sozinha e, portanto, a capacidade de governar e aprovar leis sem aliados em uma coalizão, até o momento incerta.

“Se amanhã eu estiver em posição de ser nomeado para Matignon (a residência oficial do primeiro-ministro do país) e não tiver uma maioria absoluta porque os franceses não me deram uma maioria absoluta, recusarei ser nomeado”, disse Bardella ao canal France 2 na terça-feira (18).

O RN já deixou claro que Bardella, 28, seria sua escolha para primeiro-ministro. Embora ele seja o atual presidente do partido, a grande líder da legenda é Marine Le Pen, filha do fundador da sigla, Jean-Marie Le Pen. O plano é que Le Pen, que disputou segundo turno em 2022 contra Macron, seja candidata à eleição presidencial de 2027.

“Digo ao povo francês que, para agir, eu preciso de uma maioria absoluta”, disse Bardella aos repórteres nesta quarta-feira (19). “Um primeiro-ministro com uma maioria relativa não pode mudar as coisas, eu não seria capaz de agir na vida dos franceses, nas políticas do país.”

O partido centrista de Macron governa com minoria desde que conquistou perdeu sua maioria absoluta na Assembleia Nacional, há dois anos.

A Constituição francesa diz que o presidente nomeia o primeiro-ministro, mas não diz quais critérios ele deve usar. Isso significa que Macron tem opções.

Se o RN vencer a eleição sem uma maioria absoluta, mas não quiser governar, Macron poderia oferecer o cargo de primeiro-ministro ao segundo maior partido ou tentar reunir uma coalizão de legendas tradicionais.

Seja qual for o cenário, há um risco de paralisia política, dizem analistas. A Constituição afirma que não pode haver uma nova eleição parlamentar por mais um ano, então um novo pleito após o dia 7 de julho não é uma possibilidade até ao menos metade de 2025.

GRUPOS LGBTQIA+ ACUSAM MACRON DE TRANSFOBIA

Os comentários do presidente Emmanuel Macron sobre considerar “grotesco” a possibilidade de “mudar de sexo na Prefeitura” irritou grupos LGBTQIA+ e a oposição de esquerda, que o acusaram de transfobia nesta quarta-feira.

Macron fez estas declarações na terça durante uma visita à ilha de Sein (oeste), em campanha para as eleições legislativas de 30 de junho e 7 de julho.

“Macron usa a transfobia para atacar os programas dos seus adversários políticos”, escreveu a associação SOS Homophobie no X, denunciando o que chamam de estratégia do presidente de “instrumentalizar as minorias na sua disputa pelo poder”.

A proposta de mudar de sexo no registro civil de forma livre e gratuita faz parte do programa eleitoral da aliança de esquerda Nova Frente Popular, que aparece em segundo lugar nas pesquisas, atrás da ultradireita.

Desde 1992, a França autoriza pessoas transexuais a modificarem o seu registro civil, mas esta modificação estava inicialmente condicionada à “prova médica irreversível de uma transformação física”.

Em 2016, uma lei alterou o processo para que não fosse solicitado de pessoas buscando a modificação exame médico, mas apenas “uma compilação suficiente de fatos que indiquem que o registro relativo do seu sexo no estado civil não corresponde” com o qual se identificam.

Embora a Presidência francesa tenha reiterado nesta quarta-feira a oposição de Macron à proposta da Nova Frente Popular, o entorno do presidente defendeu em declarações à AFP o seu “balanço de progresso nas questões sociais”.

Redação / Folhapress

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