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Linha do tempo mostra seis anos de investigação do caso Marielle, de 2018 a 2024

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Seis anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a Polícia Federal prendeu três suspeitos de envolvimento com o crime, ocorrido em março de 2018.

Os três presos são o deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ), o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Domingos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil no Rio.

Ao longo desses seis anos, as investigações do caso foram marcadas por morosidade, mudanças recorrentes no comando das apurações e acusações de tentativas de despistar as autoridades.

Veja, a seguir, a linha cronológica do caso.

*

2018

– 14 de março

Marielle Franco e Anderson Gomes são mortos a tiros enquanto voltavam de um evento. O carro onde estavam foi alvejado quando passavam pelo Estácio, na região central do Rio

– 16 de março

A polícia identifica dois carros envolvidos no assassinato; uma das placas havia sido adulterada

– 11 de outubro

O Ministério Público do Rio de Janeiro diz ter identificado o biotipo do assassino

– 1º de novembro

Polícia Federal entra no caso e abre inquérito para apurar esquema voltado a obstruir a investigação e impedir a “elucidação dos mandantes e executores reais” do caso

– 22 de novembro

O secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, afirma que a Polícia Civil identificou alguns participantes do assassinato

2019

– 14 de janeiro

O Ministério Público e a Polícia Civil passam a seguir linhas distintas de investigação

– 21 de fevereiro

PF faz operação para apurar obstáculos às investigações

– 12 de março

O policial militar reformado Ronnie Lessa, 48, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, 46, são presos suspeitos de terem participado do crime

– 20 de março

Inquérito da Polícia Federal cita o ex-deputado estadual Domingos Brazão (ex-MDB) entre os suspeitos de ser um dos mandantes do crime

– 23 de março

Polícia Federal conclui que houve tentativa de atrapalhar investigações, em relatório enviado a Raquel Dodge, então procuradora-geral da República

– 31 de maio

O PM Rodrigo Jorge Ferreira, conhecido como Ferreirinha, é preso acusado de mentir para incriminar o miliciano Orlando da Curicica como um dos mandantes

– 17 de setembro

Em seu último dia no cargo, Raquel Dodge denuncia ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) cinco suspeitos de fraudar as investigações

– 3 de outubro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prende Elaine de Figueiredo Lessa, mulher de Ronnie Lessa, e o irmão dela, Bruno Figueiredo

– 29 de outubro

Porteiro de condomínio de Jair Bolsonaro afirma que Élcio Queiroz, suspeito de matar Marielle, pediu para ir à casa do ex-presidente

– 1 de novembro

A promotora Carmen Carvalho se afasta das investigações após a divulgação de fotos suas em apoio a Bolsonaro

– 20 de novembro

Porteiro que citou Bolsonaro no caso Marielle recua e diz à Polícia Federal que errou

2020

– 27 de maio

STJ rejeita pedido da PGR para que a investigação fosse federalizada

2021

– 10 de março

O Ministério Público do Rio de Janeiro anuncia criação de uma força-tarefa

– 10 de julho

As promotoras Simone Sibilio e Letícia Emile deixam a investigação após acusarem interferências externas

– 26 de julho

O Ministério Público do Rio de Janeiro anuncia uma nova força-tarefa

2023

– 22 de fevereiro

Flávio Dino, então ministro da Justiça e Segurança Pública, determina a instauração de um inquérito na Polícia Federal para ampliar a colaboração federal

– 23 de julho

O ex-PM Élcio Queiroz fecha acordo de delação premiada e assume ter participado do assassinato

2024

– 24 de janeiro

Ronnie Lessa fecha acordo de delação premiada

– 25 de janeiro

Alexandre de Moraes diz que ‘Abin paralela’ de Bolsonaro monitorou promotora do caso Marielle

– 28 de fevereiro

Edilson Barbosa dos Santos, conhecido como Orelha, é preso acusado de ter destruído o carro usado no assassinato

– 14 de março

O STF (Supremo Tribunal Federal) recebe parte da investigação após citação de pessoas com prerrogativa de foro

– 19 de março

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anuncia a homologação da delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa

– 24 de março

PF prende Domingos e Chiquinho Brazão, suspeitos de mandar assassinar Marielle, e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro

Redação / Folhapress

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