SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os livros escolares são os mais percebidos como caros, segundo uma nova pesquisa divulgada pela consultoria Nielsen em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, o Snel.
Entre os entrevistados, 55% responderam que acham o livro didático caro e 41% disseram o mesmo sobre os livros de aprimoramento pessoal e profissional. Nos livros infantis, juvenis e de entretenimento e lazer, prevaleceu a impressão de que os produtos não são baratos nem caros.
Esses são os resultados da segunda pesquisa anual Panorama do Consumo de Livros, que procura diagnosticar entraves nesse comércio, num momento em que o número de pessoas com o hábito de ler tem mostrado declínio. Foram feitas 16 mil entrevistas por celular com pessoas de mais de 18 anos.
De resto, os resultados tiveram poucas alterações em relação ao levantamento do ano anterior. Por exemplo, quando as pessoas que não compram livros respondem sobre os motivos desse comportamento, o principal citado é o preço, por 35% dos entrevistados, seguido pela falta de livraria por perto e a falta de tempo para ler.
O valor também funciona como chamariz. A maior parte dos leitores têm manifestado preferência pelas compras online e, quando perguntados sobre as razões, o preço ou as promoções são citados em primeiro lugar, por 45% dos entrevistados. Em seguida, 35% dos leitores citam a praticidade e 30% a facilidade de encontrar o livro.
Também se repetiu o dado de que apenas 16% das pessoas compraram um livro nos últimos 12 meses menos que as pessoas que declararam ter comprado ingresso de cinema, 19%, mas mais que os frequentadores de shows, 11%, e teatro, 5%.
A disparidade de gênero entre os leitores aumentou ainda mais de um ano para outro. As mulheres foram de 57% para 61% dos consumidores de livros, e os homens caíram de 43% para 39%.
WALTER PORTO / Folhapress
