RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Lula diz que Brasil tem estabilidade ‘de sobra para oferecer’ a investidores

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (12) que o Brasil tem estabilidade política e econômica “de sobra para oferecer”. A fala ocorre em meio a incertezas no mercado sobre a condução do ministro Fernando Haddad na Fazenda.

A declaração do presidente ocorreu durante a FII Priority Summit, encontro organizado pelo principal fundo da Arábia Saudita, realizado no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Na plateia estavam empresários brasileiros e árabes.

“O Brasil merece ser digno da confiança. Sempre digo que a coisa mais importante para o investidor é a estabilidade. E isso o Brasil tem de sobra para oferecer”, disse ele.

Logo em seguida, o presidente afirmou que o país passou por sua maior “provação na história recente”, em referência à tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Demonstramos nossa resiliência na maior provação que o Brasil enfrentou em sua história recente. Nossas instituições sobreviveram a tentativa de desmonte do Estado brasileiro, e a democracia prevaleceu sobre os ataques de forças extremistas”, afirmou ele.

Lula também descreveu o país como um potencial “gigante da sustentabilidade” para atrair investimentos estrangeiros preocupados com o uso de energia limpa. No mesmo discurso, porém, defendeu a exploração de petróleo na margem equatorial, questionada pelos órgãos ambientais.

“O Brasil que vislumbramos é um gigante da sustentabilidade e um peso pesado na segurança alimentar. É um país capaz de ampliar sua produtividade agrícola com respeito ao meio ambiente e de renovar sua vocação industrial a partir da energia limpa e da inovação tecnológica”, afirmou o presidente, no trecho em que leu um discurso previamente preparado.

Ao final, ao falar de improviso “com o coração”, Lula defendeu a exploração do petróleo na margem equatorial, que enfrenta resistência da área ambiental do governo. O principal foco do embate está na bacia do Foz do Amazonas.

“É importante ter em conta que nós, na hora que começarmos a explorar a chamada margem equatorial, vamos dar um salto de qualidade extraordinária. Queremos fazer tudo legal, respeitando o meio ambiente, respeitando tudo. Mas nós não vamos jogar fora nenhuma oportunidade de fazer esse país crescer”, declarou.

O setor de petróleo defende que a exploração na região é fundamental para manter a produção de petróleo brasileira após o esgotamento do pré-sal. O Ibama negou licença para a perfuração de um poço na bacia da Foz do Amazonas por preocupação com as atividades da petroleira em uma região de vulnerabilidade socioambiental.

A fala sobre a margem equatorial foi feita logo apos Lula afirmar que a nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, “está quase disputando com a [Saudi] Aramco”, produtora do petróleo saudita.

Lula voltou a criticar o investimento feito por países ricos na manutenção de guerras em vez de ampliar o apoio a países pobres e a população mundial em insegurança alimentar.

Ele relembrou à plateia formada por árabes e brasileiros conversa que manteve com o ex-presidente George W. Bush, em 2003, quando ele buscava apoio para o início da guerra no Iraque.

“Eu disse naquela época ao presidente Bush: ‘Presidente Bush, eu não conheço o Saddam Hussein [à época ditador do Iraque], eu não conheço o Iraque. O Iraque fica a 14 mil quilômetros de distância do Brasil. Eu não tenho nada contra o Saddam Hussein. Eu tenho contra a pobreza e a fome nesse país.

E eu quero governar o Brasil para acabar com a fome e com a pobreza”, disse o presidente.

O FII Priority Summit Rio de Janeiro tem como tema “investir em dignidade”. O evento é organizado pelo FII Institute, uma entidade sem fins lucrativos com recursos do fundo soberano da Arábia Saudita. A conferência é chamada de “Davos do deserto”, expressão repetida por Lula.

“Este espaço, que já se consolidou como a Davos do deserto, não deixa nada a desejar para a Davi dos Alpes. Ele confirma a consolidação de atores emergentes no debate econômico mundial para além dos centros tradicionais. Já é passada a hora de reconhecer o crescente peso de países como a Arábia Saudita e o Brasil, sócio cada vez mais próximos e parceiro dos BRICS.

Ministros do governo Lula, empresários e lideranças políticas estrangeiras devem participar das discussões no Copacabana Palace, que terminam na quinta-feira (13). O plano é debater temas como energia renovável, IA (inteligência artificial) e empreendedorismo.

LEONARDO VIECELI E ITALO NOGUEIRA / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS