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Lula diz que ‘fio desencapado’ havia criado clima desagradável entre Vale e governo

PARAUAPEBAS, PA (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que a gestão de Gustavo Pimenta no comando da Vale é “oportunidade extraordinária” para reaproximar os interesses da mineradora com os interesses do Estado brasileiro.

Lula vinha criticando a companhia desde o início de sua gestão e chegou a tentar interferir no processo de sucessão da companhia, pressionando pela indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Quando eleito, Pimenta colocou o relacionamento com o governo entre suas prioridades.

“Alguma coisa aconteceu [entre a Vale o o governo]. Houve um fio desencapado que criou um clima desagradável”, afirmou o presidente. “Com minha volta ao governo e com sua entrada na Vale, tenho certeza que a gente vai encapar esse fio.”

Lula esteve na mina de Carajás, em Parauapebas (PA), onde a Vale anunciou R$ 70 bilhões em investimentos para ampliar a produção de minério e de cobre na região, hoje responsável por cerca de 60% da produção da mineradora.

Foi a primeira visita de um presidente da República a operações da Vale desde 2012, quando a ex-presidente Dilma Rousseff participou de inauguração de ferrovia da mineradora.

Em seu discurso, o presidente da República disse que conheceu a Vale como uma das maiores mineradoras do mundo e, nas últimas gestões, a empresa perdeu posição. Disse que essa reaproximação pode ajudar a empresa a se reerguer.

“No que depender do governo, a Vale vai voltar a ocupar os primeiros lugares”, afirmou.

Em entrevista após a cerimônia, Pimenta disse que a agenda da Vale tem convergências com a do governo e que a reaproximação é resultado de uma dedicação para explicar essa estratégia. “A Vale tem muita oportunidade de investimento no país”, disse.

O programa de investimentos anunciado nesta sexta foi batizado de “Novo Carajás” e prevê expansão de atividades já em operação e novos ativos. A produção de minério de ferro deve subir 200 milhões de toneladas por ano em 2030, com a adição de 20 milhões de toneladas na mina Serra Sul.

No caso do cobre, o crescimento esperado é de 32%, elevando a produção na região para cerca de 350 mil toneladas. Pimenta afirmou em seu discurso que Carajás tem grande potencial para a produção de cobre uma das cinco maiores reservas do mundo.

O metal é fundamental no processo de eletrificação da economia para a transição energética. “As mudanças climáticas são, sem dúvida, o maior desafio da nossa geração, mas também representam enorme oportunidade para o Brasil e para a Vale”, afirmou.

O presidente da Vale disse que o Brasil pode se tornar líder no fornecimento de minerais críticos, mas isso depende de “esforço conjunto público-privado que permita o desenvolvimento de novos projetos mantendo preservação ambiental”.

NICOLA PAMPLONA / Folhapress

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