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Madrugada em Londres faz palmeirenses trocarem pub por cassino no Mundial

LONDRES, None (UOL/FOLHAPRESS) – Assistir aos jogos do Palmeiras em Londres é um ritual que se repete há quase duas décadas. Mas quando a bola rola de madrugada —como será o caso da partida desta sexta-feira (4) contra o Chelsea, pelas quartas de final do Mundial de Clubes— a missão exige criatividade.

Sem pubs abertos no horário, torcedores palmeirenses vão recorrer a um cassino na capital inglesa para não perder o jogo marcado para as 2h da manhã deste sábado (horário local).

“Como o pub onde a gente costuma ver os jogos não tem licença para abrir nesse horário, sempre corremos atrás de algum lugar que possa receber a galera. Nesse caso, vai ser em um cassino que funciona 24 horas. Falei com a gerente, ela garantiu que vamos ser bem recebidos. O lugar é legal, cheio de telas, telão, bar bacana”, conta Carlos Kuhl à reportagem, um dos líderes da torcida palmeirense na Inglaterra.

PUBS FECHADOS

A maioria dos pubs em Londres fecha por volta das 23h e, por lei, precisa de uma licença especial para funcionar durante a madrugada —algo raro. Por isso, quando o Palmeiras joga nesse horário, como na Libertadores ou agora no Mundial, o grupo procura alternativas viáveis. E os cassinos, com funcionamento 24h, acabam se tornando opção ideal.

PALMEIRAS-LONDRES

Fundada em 2007, a Mancha Verde Londres surgiu ainda nos tempos do Orkut, reunindo palmeirenses espalhados pela cidade. De lá para cá, virou ponto de encontro de quem mora no Reino Unido e não abre mão de acompanhar o time de perto, mesmo a milhares de quilômetros do Allianz Parque.

Hoje, o grupo soma 137 integrantes, unindo a Mancha e o coletivo Palmeiras-Londres sob a mesma bandeira e paixão.

A base da torcida é no oeste de Londres, no pub The Fishermans Arms, comandado por portugueses torcedores do Sporting —também verde e branco, por coincidência.

“A gente faz de tudo lá: churrasco, batucada, pendura camisa pelo bar, solta fumaça do lado de fora. Eles adoram. Já virou nossa casa”, disse Carlos Kuhl.

CASSINO VIRA OPÇÃO

Mas para partidas em horários menos amigáveis, a improvisação entra em campo. O cassino escolhido para a madrugada desta sexta fica no centro da cidade, e a ideia é esquentar o clima ainda antes de a bola rolar.

“Vamos levar os instrumentos para a Leicester Square, ali perto, fazer um esquenta com batucada. Vai ser animado. Se tiver torcedor do Chelsea por lá, não tem problema. Se quiserem ver com a gente, vão ser bem recebidos pela torcida do Palmeiras”, adicionou Carlinhos, como é conhecido entre os torcedores.

Além dos integrantes de Londres, o grupo vai receber palmeirenses vindos de outras cidades britânicas. Torcedores de Southampton e até mesmo de Bournemouth já confirmaram presença para acompanhar o jogo na capital inglesa.

QUANDO TUDO ERA MATO

nesta sexta-feira (04), com streaming e aplicativos, assistir aos jogos no exterior é fácil. Mas nem sempre foi assim. Carlos lembra de quando tudo era mais difícil —e mais improvisado.

“Na final do Paulistão de 2008, contra a Ponte Preta, a gente assistiu com umas 30 pessoas em um computador pequeno. Pegávamos login da Globo de torcedor no Japão, porque lá era internacional e funcionava. Hoje, a gente vai pra pub com 20 telas, teve jogo que até no banheiro passava”, recordou Carlos.

Palmeiras e Chelsea se enfrentam nesta sexta-feira, às 22h (de Brasília), pelas quartas de final do Mundial de Clubes. Em Londres, o alviverde também estará em campo —mesmo que seja de madrugada, em um cassino, com tamborim na mão e sono adiado.

GUILHERME DORINI / Folhapress

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