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Metrô vai retirar operadores humanos do monotrilho a partir de agosto

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O monotrilho (linha 15-prata) do Metrô de São Paulo vai retirar os operadores humanos, e os trens passarão a ser operados de forma totalmente remota a partir de agosto. A mudança vem sendo feita de forma gradual e, segundo a companhia, já existe certificação internacional para que o sistema funcione dessa forma.

A operação completa dos trens será feita a partir de uma cabine localizada próximo à estação Oratório, na zona leste. Os trabalhadores do local têm acesso às quatro câmeras de monitoramento instaladas em cada vagão, além de informações técnicas e de circulação de todos os trens do sistema.

A empresa afirma que não haverá demissões por causa da mudança. Hoje, o funcionamento da linha requer 100 operadores de trens. O número passará a 70, e os outros 30 deverão ser remanejados para outras funções ou para alguma das demais linhas operadas pela estatal.

De acordo com os técnicos da empresa, a operação remota deve melhorar a segurança do sistema como um todo e reduzir as paradas dos trens fora das plataformas. Os operadores deverão permanecer em todas as estações para eventual necessidade de acionar a operação manual, inclusive para a retirada de operação de equipamentos com defeito.

Segundo a empresa, atualmente o operador do trem já não faz a condução de sua cabine pois a função já está concentrada no centro de operações -o operador está no local apenas para casos de emergência. Informações como pressão e temperatura dos pneus e funcionamento do ar-condicionado nos vagões também já são controladas remotamente.

A medida é vista com preocupação pelo Sindicato dos Metroviários. Segundo o diretor Bernardo Lima, que trabalha no monotrilho, a presença humana é um fator de segurança e pode ajudar os passageiros em casos de pânico, por exemplo. Principalmente quando há algum problema entre as estações e o trem precisa ficar parado no local.

Isso porque, para Lima, a situação é mais delicada do que nas outras linhas por causa da altura em que opera o monotrilho. “As pessoas estarão em uma linha a 15 metros do chão, de onde dificilmente poderão ser retiradas”, afirma.

O sindicalista diz ainda que, apesar de a linha ter sido projetada para operação remota, alguns vícios do projeto ainda não foram sanados para que seja dispensada a presença humana no trem. “Prova disso são as duas colisões de trens que tivemos no ano passado”, lembra.

Lima aponta também o caráter experimental da operação. “O monotrilho em outros lugares do mundo não opera com uma demanda tão alta como aqui na zona leste paulistana. É um fator que aumenta o risco”, avalia. A média de passageiros nos horários de pico está próxima de 130 mil pessoas por dia.

Os metroviários já entraram com um pedido de negociação com a empresa para reverter a decisão, diz Lima. Caso a medida não dê resultado, não estão descartadas mobilizações e ação judicial. “Para nós é uma questão trabalhista, pelas vagas de emprego, mas também de segurança de operação”, afirma.

Inaugurada em 2014, a linha 15-prata liga a estação Vila Prudente -pertencente também à linha 2-verde do metrô- a outros bairros da zona leste como Sapopemba e São Mateus. O projeto completo prevê ainda a conclusão de um trecho até Cidade Tiradentes, de um lado, e a interligação com a linha 10-turquesa da CPTM na estação Ipiranga, de outro.

LEONARDO FUHRMANN / Folhapress

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