RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Ministro do STF prorroga prazo para pagamento de dívida de Minas Gerais com a União

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques prorrogou nesta sexta-feira (19) por mais 90 dias o prazo para o pagamento da dívida de cerca de R$ 160 bilhões do estado de Minas Gerais com a União.

A prorrogação foi autorizada pelo ministro diante do diálogo aberto pelo Ministério da Fazenda para renegociação da dívida dos estados. O prazo de Minas -que já havia sido prorrogado pelo STF por 120 dias- expirava neste sábado (20).

A decisão de Nunes Marques será submetida aos demais membros do STF. O governo de Minas Gerais pediu ao ministro 180 dias, o dobro do prazo concedido nesta sexta. Já a União solicitou a carência só até o fim do mês.

A AGU (Advocacia-Geral da União) afirmou ao ministro do STF que, durante a prorrogação do prazo, houve “ausência de um esforço de fato colaborativo [por parte do estado de Minas Gerais] com vistas à efetiva homologação” do regime de recuperação fiscal.

Em nota, o governador Romeu Zema agradeceu ao ministro por “compreender que há uma negociação em curso para solucionar definitivamente o problema da dívida dos estados com a União, que há décadas aflige os governadores”.

“Ao estender o prazo para a avaliação das novas propostas de renegociação da dívida de Minas, o ministro demonstra sua sensibilidade em fortalecer o pacto federativo para que os estados, Congresso e governo federal possam alcançar conjuntamente uma solução para reduzir os juros e tornar a dívida administrável, sem afetar a capacidade de investimentos estaduais”, afirmou.

No final do mês passado, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) apresentou a governadores do Sul e Sudeste a ideia de usar parte dos juros da dívida dos estados em novas vagas profissionalizantes para todas as unidades da Federação.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ironizou a ideia: “Eu falei: ‘Ótimo, aceitamos sim, só que não pode ser um a mais, tem que ser o que já temos feito aqui’. Porque Minas Gerais é o estado que mais avançou. Senão daqui a pouco nós vamos ter de dar aulas para alunos que não existem mais”.

A renegociação começou a ser costurada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ministro de Minas, Alexandre Silveira, no fim do ano passado, enquanto Zema tentava aprovar o Regime de Recuperação Fiscal na Assembleia Legislativa.

O plano alternativo estava inicialmente baseado em três eixos: reduzir o valor da dívida; entregar ativos como a Cemig, a Codemig e a Copasa (de água) à União; e usar parte dos créditos da repactuação do acordo feito após o rompimento da barragem em Mariana.

Na semana passada, após reunião com o vice-governador de Minas Gerais, Matheus Simões (Novo), Pacheco insistiu em um desconto no valor da dívida para estados que repassarem empresas públicas para a União –o que considera um pagamento “à vista”.

A dívida dos estados com a União é de R$ 749 bilhões, segundo cálculos do governo federal. São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais devem, juntos, R$ 660 bilhões -o equivalente a 90% do total.

THAÍSA OLIVEIRA E JOSÉ MARQUES / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS