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Missão que busca 1º pouso privado na Lua é lançada em foguete da SpaceX

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Foi lançada na madrugada desta quinta-feira (15) uma nova missão que buscará o inédito pouso de uma empresa privada na Lua.

A IM-1, da Intuitive Machines, partiu do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, na Flórida (EUA), em um foguete Falcon 9, da SpaceX. A bordo está o módulo de modelo Nova-C, batizado de Odysseus para esta missão.

O lançamento ocorreu por volta das 3h (horário de Brasília). Sete minutos depois, os dois estágios se separaram, com o primeiro retornando à Terra e o segundo continuando a viagem rumo ao satélite com o módulo lunar. Passada quase uma hora, Odysseus deixou o segundo estágio, continuando o voo de forma autônoma.

No dia anterior, a primeira tentativa acabou cancelada menos de duas horas antes da decolagem devido a temperaturas irregulares do metano antes do carregamento.

Esta é quarta vez que a iniciativa privada tenta concluir uma alunissagem.

A mais recente, em janeiro deste ano, fracassou a caminho do satélite. O motivo foi um vazamento de combustível. Houve, porém, uma boa notícia: a estreia do Vulcan. O foguete desenvolvido pela ULA (United Launch Alliance), joint venture das gigantes Boeing e Lockheed Martin, tem contrato para aproximadamente 70 lançamentos.

As duas alunissagens concluídas recentemente estavam na mão de agências de governos.

A sonda Slim (sigla para Smart Lander for Investigating Moon, ou Pousador Inteligente para Investigação da Lua) pousou em 20 de janeiro na superfície lunar. A iniciativa da Jaxa (agência espacial japonesa) tornou o país asiático o quinto na história a alcançar o feito.

Pouco antes, foi vez de a Índia entrar para o pequeno grupo de nações —Estados Unidos, União Soviética (Rússia) e China— com alunissagens bem-sucedidas. A missão Chandrayaan-3, sem tripulação, desceu no polo sul lunar em 23 agosto de 2023.

Também sem tripulação, americanos tentam mais uma vez pousar na Lua, com a diferença que desta vez a missão é comandada por uma empresa privada.

Espera-se que a IM-1 chegue à cratera Malapert A na semana que vem. Essa região, do polo sul lunar, é uma das candidatas a receber a Artemis 3, prevista para setembro de 2026 e com a qual a agência americana espera ver humanos novamente caminhando no satélite.

‘CARRETO’ DA INTUITIVE MACHINES

O módulo Odysseus tem 675 quilos e transporta seis cargas úteis da Nasa, como parte de um programa da agência para fomentar missões comerciais de carretos lunares. Pelo transporte de seus instrumentos à superfície lunar, ela pagou à Intuitive Machines US$ 118 milhões.

Eles estão ao lado de outras cargas despachadas por entes privados, que vão de coberturas térmicas a esculturas, passando por uma câmera para ser ejetada e fotografar o pouso em perspectiva.

Os instrumentos da Nasa são formados por um sistema de rádio que vai medir fontes astronômicas e o ambiente de plasma na exosfera lunar (a ultratênue, praticamente nula, atmosfera do satélite), um retrorrefletor (instrumento passivo para medição de distância à Lua com laser), um dispositivo para medir velocidade e distância do solo, uma câmera estéreo para observar efeitos da pluma do propulsor sobre o solo na alunissagem, um retransmissor de rádio para localização e um medidor de combustível disponível.

A propulsão é um dos elementos mais interessantes do módulo Nova-C: movida a metano e oxigênio líquidos, ela traz dois desafios consigo: o fato de que exigem uma ignição para disparar e também que exigem temperaturas criogênicas.

O mais comum para módulos lunares é a adoção dos chamados propelentes hipergólicos, que se mantêm líquidos em temperatura ambiente e entram em combustão espontânea quando combustível e oxidante se encontram. Embora sejam mais tóxicos e difíceis de lidar em solo, são mais confiáveis quando é preciso reacender o motor diversas vezes no espaço.

Trocando-os por um par como metano e oxigênio criogênicos, o Nova-C ganha mais potência pela quantidade de combustível embarcada, mas também tem uma série de restrições que exigem uma missão rápida. Ocorre que esses propelentes sofrem no espaço o fenômeno conhecido como “boil-off”, eles gradualmente evaporam e escapam dos tanques, e o veículo vai perdendo combustível.

Por essa razão, a SpaceX teve até que adaptar a plataforma de lançamento do Falcon 9 para atender à Intuitive Machines e permitir o abastecimento do pousador imediatamente antes da decolagem. Da mesma forma, a missão precisa rapidamente se encaminhar para a Lua e realizar todas as suas manobras propulsadas antes que o “boil-off” se torne um problema.

Com isso, veremos uma trajetória bem mais rápida que a adotada em outras missões comerciais.

Caso tudo corra bem, a IM-1 será a primeira missão privada a realizar um pouso suave na Lua e, também, a primeira alunissagem dos EUA desde a última missão Apollo, há meio século.

Redação / Folhapress

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