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Moradores do Jardim Pantanal, em SP, bloqueiam rodovia em protesto contra alagamentos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um grupo com cerca de 60 moradores do Jardim Pantanal, no extremo leste de São Paulo, bloqueou a rodovia Ayrton Senna, na altura do km 25, sentido interior, em protesto contra as enchentes no início da tarde desta segunda-feira (3) —o distrito está inundado há três dias.

A pista ficou bloqueada por cerca de 30 minutos e foi desobstruída após a Polícia Militar usar bombas de efeito moral. O protesto teve reflexos na pista sentido São Paulo, que ficou totalmente paralisada.

Durante a manhã, moradores receberam com um protesto o vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo (PL), durante uma agenda dele no bairro nesta segunda. Procurado, o vice-prefeito negou que tenha havido um protesto. Ele disse que estava conversando com a população e que quando a imprensa chegou, começou uma gritaria

Morador do Jardim Helena, Osmar Lima, 55, disse que o protesto foi para chamar a atenção pelas recorrentes enchentes —sua casa estava alagada enquanto ele participava da manifestação. “A gente está aqui para pedir a abertura das comportas”, afirmou em referência a uma barragem do rio Tietê, administrada pelo governo do estado.

Segundo moradores, o fechamento da barragem impede o escapamento da água do bairro.

De acordo com a SP Águas, agência de águas do governo estadual, que substituiu o antigo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), a operação da barragem não afeta bairros como Jardim Pantanal e São Miguel e municípios como Itaquaquecetuba, Poá e Suzano.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que estava com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em uma inauguração de escola na zona sul paulistana, a operação da barragem não provoca enchentes. “Não é a barragem da Penha que provoca enchentes. Tecnicamente, podemos comprovar isso”, disse. “As pessoas levantam essa polêmica e vendem isso para os humildes.”

Nas redes sociais, o ex-vereador pelo PT Adriano Santos havia defendido que o governo aumentasse a vazão da barragem da Penha para acelerar o escoamento de água no Jardim Pantanal e em outros bairros que ainda sofrem com alagamentos, como Ermelino Matarazzo.

Nunes disse que vai incentivar que moradores do Jardim Pantanal, deixem o bairro. Para ele, essa é a única solução para os constantes alagamentos naquela região, na várzea do rio Tietê.

“Toda vez que chover, vai acontecer isso. (…) É praticamente impossível você querer ir contra a força da natureza”, diz ele. O prefeito diz até haver um pré-estudo para fazer um dique na área, mas que custaria quase R$ 1 bilhão. Por isso, “não dá para fazer”.

Ainda falta definir, porém, como a gestão municipal tiraria as pessoas dali. “Poderia ser dando uma ajuda financeira de R$ 20 mil a R$ 50 mil. A pessoa sai, demole a casa e a gente dá um auxílio. Estamos pensando”, diz Nunes.

Em seu terceiro dia, o alagamento no Jardim Pantanal é mais um episódio de um problema histórico do bairro localizado na várzea do rio Tietê. Quando o curso d’água transborda, atinge diretamente as ruas e as casas.

Segundo levantamento do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Defesa Civil do estado de São Paulo, no mês de fevereiro a média climatológica de chuva na capital paulista é de 246 mm. No entanto, até a noite deste domingo (2), choveu 161 mm, ou seja, 65% do esperado para o mês inteiro.

FÁBIO PESCARINI / Folhapress

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