Mulher atacada por tubarão em Recife recebe alta após 40 dias de internação

O jovem teve uma perna amputada devido ao incidente. Além dela, um menino de 11 anos foi atacado por tubarão um dia antes, ele também teve a perna amputada.

Reprodução/Redes Sociais

Marcela Vitória de Lima Santos, 19, recebeu alta do Hospital da Restauração de Pernambuco, no sábado (11), após sofrer um ataque de tubarão na praia de Boa Viagem, zona sul do Recife. Ela teve uma perna amputada no incidente, no dia 1º de junho.

O primo dela Jonas André de Lima, que estava no momento do ataque do tubarão, disse que jovem vai precisar de uma prótese. “Marcela mora de aluguel com mãe e avó. A mãe dela cuida da avó e é desempregada. Ela cursava direito e pretende continuar, mas agora com incidente ficou delicado a situação, esperando ajuda de vaquinha online”, relatou Lima.

Na última segunda (6), um menino de 11 anos que também foi atacado em Pernambuco deixou o hospital. Ele sofreu a mordida do animal na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE), em 31 de maio, um dia antes do caso de Marcela.

“Quando teve o ataque de tubarão, tinha uma médica que mora em frente [à praia] e viu a movimentação. Ela desceu e prestou os primeiros atendimentos a ele ainda na areia. Aí o bombeiro chegou e continuou o socorro até a chegada do Samu”, disse Lucas Nemezio, pai da vítima.

O menino foi encaminhado ao Hospital da Aeronáutica, onde recebeu bolsas de sangue. De lá, foi transferido para o Hospital Restauração e passou pela cirurgia de amputação da perna esquerda e recuperação da mão esquerda também ferida.

Após ter quadro estabilizado, o menino então foi levado para a Unimed Recife, onde ficou em tratamento por mais de 30 dias. Ele enfrentou quadros de infecção e passou por duas cirurgias. Ao receber alta, foi recebido com festa pela família e por amigos.

Agora o menino se mudou temporariamente para Recife para iniciar outra etapa da reabilitação. Para custear o tratamento e o aluguel, a família pede ajuda em vaquinha. Ele também vai precisar de uma prótese.

Com os dois casos, Pernambuco chegou a quatro ocorrências envolvendo tubarões em apenas cinco meses de 2026. O número iguala os totais registrados em 1998 e 2006 e faz deste o ano com mais casos no estado desde então.

Neste ano, reportagem da Folha mostrou que o monitoramento de tubarões no litoral do Recife e da região metropolitana está interrompido há mais de uma década. As últimas ações foram realizadas em 2015.

Por meio de nota, o Cemit disse que a Facepe (Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco) aprovou, em maio, um projeto da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) para fortalecer o monitoramento de tubarões no litoral do estado.

Com investimento de R$ 1,05 milhão, a iniciativa prevê o uso de telemetria e dará continuidade aos trabalhos desenvolvidos anteriormente pelos projetos Protuba e Ecotuba, segundo o órgão. As atividades seriam iniciadas a partir de junho.

JORGE ABREU / Folhapress

Reprodução

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