RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Ninguém pretende rediscutir acordo que fixou teto de R$ 15 bi para fim do Perse, diz Haddad

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad (Fazenda) descartou nesta quinta-feira (27) a possibilidade de qualquer prorrogação do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), criado na pandemia, e afirmou que o compromisso do Executivo é com o acordo que fixou um teto de R$ 15 bilhões para essas isenções.

Nas estimativas da Receita Federal, esse valor será atingido e até superado até o fim deste mês de março. Por isso, a partir de abril, as empresas desse setor precisarão voltar a recolher as alíquotas cheias de tributos federais (IRPJ, CSLL e PIS/Cofins).

Haddad disse, porém, que o governo se comprometeu a dar transparência aos números e fazer um “processo de auditagem” dos dados, a partir de informações prestadas pelas próprias companhias por meio da Dirbi (Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária).

Como as empresas têm até 60 dias para enviar os dados, o retrato de março deve estar completo no fim de maio, afirmou o ministro.

“Todos concordam que o Perse acaba com R$ 15 bilhões. Ocorre que as informações prestadas pelas empresas vão até janeiro, e as projeções indicam que esses valores, até março, vão chegar a R$ 16 bilhões. Então, o que nós convencionamos? As empresas passam a recolher a partir de abril”, disse.

“Se nós deixássemos o programa seguir, ele ia atingir R$ 18 bilhões, R$ 19 bilhões [até o fim do ano]. Então, ele tem que parar”, acrescentou o ministro.

Segundo ele, se ao final do processo de auditagem, ficar comprovado que o valor usufruído pelas empresas ficar abaixo dos R$ 15 bilhões, o governo voltará à mesa e encontrará uma forma administrativa de assegurar o benefício restante. No entanto, Haddad demonstrou estar convicto de que isso não vai acontecer. “Como nós entendemos que o valor deve superar os R$ 15 bilhões, não vai ter o que discutir.”

A notícia do fim do Perse gerou reação especialmente nos setores de hospedagem, bares e restaurantes, que mobilizaram frentes parlamentares para impedir o fim do programa. A FCS (Frente de Comércio e Serviços) enviou à Receita um pedido de manutenção do programa com um redutor de 80% até o fim de 2025 e de 50% até o fim de 2026, quando a extinção do Perse era prevista em lei.

Haddad, porém, foi enfático ao dizer que qualquer prorrogação “não vai acontecer”.

“Ninguém mais está discutindo e nem pretende rediscutir o acordo que foi firmado na residência oficial do então presidente da Câmara, que era o Arthur Lira. Ninguém está propondo rediscussão, reabertura do Perse, nada disso. O que foi pactuado foi a auditoria dos números depois das informações prestadas pelas empresas. Não há outra coisa a não ser essa auditagem”, afirmou.

IDIANA TOMAZELLI / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS