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No Rio, ato marca os seis anos do assassinato de Marielle e Anderson

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Dezenas de pessoas entre políticos e representantes da sociedade civil ocuparam as escadarias da Câmara dos Vereadores, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (14), em manifestação pelos seis anos dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

“Este é um ato por Justiça”, afirmaram os manifestantes, liderados pela viúva de Marielle, a vereadora, Mônica Benício (PSOL). Ela fez um discurso sobre a falta de solução para o crime.

“Seis anos de um assassinato como esse sem essa resposta, é dizer que esse tipo de violência ainda é aceito na nossa sociedade com outras Marielles”, disse Mônica. “Hoje é um dia de dor. Eu preferia estar na minha cama, chorando, com a minha saudade, mas a gente precisa levantar para produzir atos que não só lembrem a sociedade, mas que reivindiquem às autoridades a Justiça”, disse.

Mônica afirmou ainda que não quer criar expectativas para a conclusão da investigação. “Vou me reservar o direito de não ter mais expectativas neste momento. Houve avanços significativos desde o ano passado, mas a minha expectativa era de que a gente não chegasse ao marco de seis anos sem essas respostas”, disse a vereadora.

O dia foi marcado por homenagens que celebram o legado da vereadora, morta a tiros no Rio em 2018. Anderson Gomes, motorista do carro no qual ela estava, também morreu.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que seguirá “na luta por justiça”. A promessa acompanha o compartilhamento de uma postagem feita pela ministra da Igualdade Social, Anielle Franco, irmã de Marielle.

Ela também fez uma postagem sobre a data. Na publicação, fotos de momentos íntimos de Marielle com a família. “Trocaria tudo para ter você comigo”, escreveu Anielle.

A ministra também esteve pela manhã no ato em memória de Marielle e Anderson no centro do Rio, no qual lamentou mais um ano sem respostas pelo assassinato da irmã. Familiares e amigos da vereadora e do motorista participaram de uma missa na Igreja Nossa Senhora do Parto.

O perfil oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) também homenageou a vereadora e mencionou o Dia Internacional Marielle Franco, um projeto de lei que propõe tornar o dia 14 de março uma data oficial para a conscientização das violências vividas por mulheres no meio político.

Também nas redes sociais, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que participa da 68ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW, na sigla em inglês) das Nações Unidas em Nova York, disse que segue honrando o legado de Marielle por mais mulheres na política e nos espaços de poder. “Fique tranquila, um pedacinho seu segue aqui conosco na luta. Sua irmã é ministra e está representando muito.”

ALÉXIA SOUSA / Folhapress

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