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‘Novela acabou’, diz imprensa espanhola sobre Ancelotti na seleção brasileira

MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) – O jornal espanhol As usou a expressão “se termina el culebrón” para definir a chegada de Carlo Ancelotti, 65, à seleção brasileira. Em português, significa que “a novela acabou”. O periódico relembrou que, entre idas e vindas, as negociações começaram em 2023 e que Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), “cumpriu um de seus grandes sonhos”.

Ancelotti foi anunciado como novo técnico da seleção brasileira na manhã desta segunda-feira (12). O compromisso é válido até a Copa do Mundo de 2026. No dia 26 de maio, é esperado que ele faça a convocação para as partidas contra o Equador e o Paraguai, no começo de junho.

Ele comandará o Real Madrid nas três últimas rodadas de LaLiga. O clube merengue, inclusive, ainda não se posicionou sobre o anúncio. O profissional concederá uma entrevista nesta terça (13), na qual dará os detalhes de sua despedida do clube.

A falta de um comunicado do Real Madrid, porém, foi alvo de críticas do jornal espanhol Sport. “Uma estratégia de comunicação que tem gerado muitas críticas por parte do madridismo e que tem sido bastante questionada, levantando a pergunta de por que o clube mantém silêncio quando o normal seria que o primeiro comunicado fosse o dele”, escreveu.

O Marca também pontuou que o anúncio foi feito antes de qualquer informativo sobre a saída do Real Madrid. O jornal relembrou que a seleção brasileira tentou levar Ancelotti em 2023, mas não obteve êxito.

O La Gazzetta dello Sport, principal diário esportivo da Itália, relembrou as conquistas de Ancelotti durante a carreira como treinador de clubes e que agora ele vai em busca do hexa, perseguido pela seleção brasileira há mais de 20 anos.

A ausência de posicionamento do Real Madrid, no entanto, fez com que o jornal chamasse a situação de “surreal”, uma vez que “não envolve um clube qualquer” e que precisa vencer o Mallorca na quarta-feira (14) para não entregar o título ao Barcelona já nesta rodada.

HISTÓRICO

A seleção brasileira, que estava sem técnico desde a saída de Dorival Júnior, em 28 de março, voltará a ser dirigida por um estrangeiro após 60 anos. Já estiveram à frente do time nacional o uruguaio Ramón Platero (1925), o português Joreca (1944) e o argentino Filpo Núñez (1965).

Para contar com o experiente técnico no final das Eliminatórias e, sobretudo, na disputa da Copa do Mundo de 2026, a CBF topou oferecer um salário de R$ 60 milhões anuais -R$ 5 milhões por mês, bem próximo do que ele ganha atualmente no Real Madrid-, quase do dobro do que recebia Tite, comandante do Brasil nos Mundiais de 2018 e 2022.

Isso deve posicionar Ancelotti, aos 65 anos, como o profissional mais bem pago entre aqueles que comandam seleções. Atualmente, o maior salário pertence ao alemão Thomas Tuchel, que fatura R$ 3,1 milhões por mês para comandar a Inglaterra. O argentino Mauricio Pochettino aparece em segundo na lista, com R$ 2,8 milhões mensais à frente da equipe dos Estados Unidos. Os vencimentos dos dois foram revelados pelos jornais The Sun e The Athletic.

“Trazer Carlo Ancelotti para comandar o Brasil é mais do que um movimento estratégico. É uma declaração ao mundo de que estamos determinados a recuperar o lugar mais alto do pódio. Ele é o maior técnico da história e, agora, está à frente da maior seleção do planeta. Juntos, escreveremos novos capítulos gloriosos do futebol brasileiro”, afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

JOSUÉ SEIXAS / Folhapress

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