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Novo SUV elétrico da Mini chega ao mercado brasileiro em março

COPENHAGUE, DINAMARCA (FOLHAPRESS) – O Mini Aceman chega ao Brasil no próximo mês, segundo a BMW. O utilitário compacto elétrico será posicionado entre as versões a bateria do hatch Cooper e do SUV Countryman.

A opção SE, a mais cara da nova linha, foi testada pela reportagem em um evento realizado na Dinamarca. Sua bateria tem 54,2 kWh, o que permite uma autonomia de, aproximadamente, 400 quilômetros.

A potência chega a 221 cv, com aceleração do zero aos 100 km/h em 7,1 segundos, de acordo com a fabricante. A velocidade máxima é limitada a 170 km/h.

Como esperado de um elétrico, o torque do SE é imediato, característica que se alinha à tradição da Mini de proporcionar um “go-kart feeling” (sensação de se estar pilotando um kart). Embora tenha estilo SUV, o Aceman equilibra bem dirigibilidade e espaço interno.

O design segue a identidade visual da nova geração do hatch Cooper, com uma grade octogonal ampla e seções em preto brilhante. No Aceman, o para-choque dianteiro tem acabamento em colmeia e uma extensão inferior.

Apliques escuros contornam toda a base do carro, conectando frente, laterais e traseira. A silhueta ganha uma elevação nos cantos, lembrando ombros reforçados. É como se um Cooper estivesse frequentando a academia.

Os faróis, também mais volumosos, abandonam o formato clássico arredondado e adotam contornos mais retos, integrados às luzes diurnas de LED.

Proporções robustas ajudam a aproximar o Aceman do perfil de um SUV compacto, com comprimento (4,07 m), largura (1,75 m) e altura (1,51 m) similares às dimensões do Fiat Pulse. Mas os 2,60 m de distância entre os eixos o aproxima de Honda HR-V e Hyundai Creta, o que se traduz em bom espaço interno. O porta-malas acomoda 300 litros.

O interior traz a modernidade que se espera da inglesa Mini, incluindo diferentes texturas de tecido e detalhes luminosos. O destaque vai para a tela circular de 240 mm de diâmetro no painel central, que remete ao velocímetro analógico central do Cooper.

Sensível ao toque, essa interface agrupa navegação, multimídia, telefone, quadro de instrumentos e assistências ao motorista, além de jogos e streaming de vídeos.

Botões físicos para funções essenciais ficam logo abaixo da tela, facilitando ajustes rápidos. O comando de voz é responsivo e segue o padrão da alemã BMW, que é a dona da Mini.

O navegador incorpora realidade aumentada para indicações de rota, recurso que lembra um videogame e melhora a experiência do motorista. O head-up display (projeção de informações no para-brisa) é funcional, embora mais simples que o de modelos superiores da BMW, como o Série 5.

Em estradas e trechos urbanos nos arredores de Copenhague, o Aceman respondeu bem. Potência e torque garantem agilidade ao modelo de 1.785 kg, que é muito para um compacto. Mas as retomadas de velocidade não impressionam: o conjunto mecânico prioriza uma aceleração progressiva, com foco no conforto.

O motorista pode escolher entre oito modos de condução. As diferenças na dirigibilidade são pouco perceptíveis, mas cada opção altera a iluminação interna, o layout do painel central e os efeitos sonoros que simulam ruídos do motor.

O Aceman também conta com assistência semiautônoma de direção, que ajusta velocidade e distância em relação ao veículo à frente, além de acionar os freios diante de obstáculos. O sistema, no entanto, não faz leituras automáticas de placas nem troca de faixa de forma autônoma como nos BMW de categorias superiores.

Já o sistema de estacionamento do novo compacto detecta espaços disponíveis e realiza manobras automáticas, exibindo guias no painel e aproveitando bem os sensores e câmeras externas. O modelo também pode ser controlado remotamente pelo celular, recurso útil para vagas apertadas.

Em estações compatíveis, a energia acumulada na bateria do Aceman SE pode ir de 10% a 80% em menos de 30 minutos. Nessa versão, a potência de recarga é de até 95 kW. Há ainda a opção de entrada, que tem autonomia estimada em 300 km. No Brasil, os preços do novo compacto devem ficar entre R$ 250 mil e R$ 300 mil.

O jornalista viajou a convite da BMW

RICARDO RIBEIRO / Folhapress

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