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Novo titular da Ouvidoria da Polícia de SP quer deixar mais claro papel do órgão

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O novo ouvidor da polícia de São Paulo, o advogado Mauro Caseri, 65, pretende deixar mais explícita a função da Ouvidoria da Polícia. Segundo ele, a intenção é acabar com uma confusão que levaria as pessoas a tratar o órgão como uma corregedoria.

A diferença de funções entre ambas é grande. Enquanto a primeira funciona como espécie de ombudsman das polícias, recebendo denúncias e cobrando fiscalização das forças de segurança, a segunda tem poder de investigação e de pedir afastamentos. As corregedorias são ligadas diretamente às instituições, enquanto a Ouvidoria é independente.

Caseri já conhece o espaço. Ele ocupou o posto de chefe de gabinete do ouvidor anterior, Claudio Aparecido da Silva, o Claudinho, antes de ser escolhido e nomeado em dezembro pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Esses dois anos que eu passei por aqui, eu percebo que a sociedade confunde muito ouvidoria com corregedoria. Não sabe o papel, espera da Ouvidoria aquilo que não é o papel dela, cria frustrações”, disse durante um café com jornalistas na sede do órgão, na Bela Vista, região central de São Paulo.

“Eu acho que se a gente conseguir explicar paras as pessoas, de maneira bastante rápida, o que é a Ouvidoria, eu acho que a gente vai ter um resultado melhor, as pessoas vão saber como denunciar, como fazer as denúncias, como encarar as denúncias.”

Assim como o antecessor, Caseri também é filiado em PT. Militante em movimentos sociais, ele participou da elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele espera aproximar a Ouvidoria da periferia com apoio dos Consegs (conselhos comunitários de segurança) e dos conselhos tutelares.

Defensor das câmeras corporais em policiais militares, o advogado culpou pronunciamento infelizes de autoridades pela escalada da violência. Ele sugeriu que seja rediscutida a formação dos agentes de segurança. “Esses policiais que estão há 10, 12 anos na rua, cinco anos na rua, quantas vezes eles voltam para a academia para serem reavaliados, para receber novas informações?”

Caseri afirmou ter se encontrado duas vezes com o secretário Guilherme Derrite ao longo da gestão de Claudinho. Agora, ele espera ter uma aproximação maior com o secretário.

PAULO EDUARDO DIAS / Folhapress

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