Nuvem de poeira atinge 13 cidades da região de Ribeirão Preto (SP)

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – Nuvens de poeira e fortes ventos foram registrados em pelo menos 13 municípios da região de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) na tarde desta segunda-feira (23).

O fenômeno climático foi registrado a partir do início da tarde, depois de o dia amanhecer ensolarado. As nuvens de terra começaram a se formar rapidamente por volta das 13h30, trazendo com elas fortes ventos, que provocaram queda de galhos, interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica e atrapalharam a visibilidade no trânsito.

Em todos os locais, as nuvens cobriram o céu com uma densa camada em tons alaranjados. Não há, até o momento, relato de feridos.

As nuvens foram registradas em Barretos, Batatais, Brodowski, Colina, Colômbia, Franca, Guaíra, Ipuã, Ituverava, Miguelópolis, Morro Agudo, Orlândia e São Joaquim da Barra.

Uma hora depois de as nuvens surpreenderem moradores de municípios da região metropolitana de Ribeirão Preto, como Batatais e Brodowski, elas já tinham alcançado Franca, distante 50 quilômetros dos dois municípios.

A formação das nuvens coincide com a previsão de queda nas temperaturas nos próximos dias. Em Ribeirão Preto, que registrava 29ºC às 12h, a previsão é que a temperatura no decorrer da tarde chegue a 25ºC.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) apontou que uma frente fria atuaria em estados no Sul do país a partir desta segunda, com chuvas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo.

Além das chuvas, as temperaturas cairão nessas regiões em áreas de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, sudoeste de Mato Grosso e até em áreas do sul de Rondônia e do Acre.

O frio se intensificará nesta terça-feira (24), segundo o Inmet, com condições para geada nos três estados do Sul, geada de moderada a forte entre a serra gaúcha, áreas de Santa Catarina e sul do Paraná, além do sul de Mato Grosso do Sul e sudoeste e sul de São Paulo.

Não é a primeira vez que o fenômeno atinge o interior paulista. Quando registrado em grande escala, é conhecido pelo nome haboob, ou habub.

De acordo com meteorologistas, costuma ser registrado em áreas secas e com baixa umidade.

Em 2021, quando o fenômeno foi registrado nos meses de setembro e outubro no interior de São Paulo e em Minas Gerais, houve quedas de árvores, rompimentos de fiações e destelhamentos de imóveis e ao menos seis pessoas morreram.

MARCELO TOLEDO / Folhapress

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