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Operação contra rifas ilegais prende 22 na Bahia; 5 são PMs

MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil da Bahia prendeu 22 pessoas na manhã desta quarta-feira (9) suspeitas de envolvimento com esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro. Entre os detidos estão cinco policiais militares e quatro lideranças do grupo, capturadas nos municípios de Vera Cruz, Região Metropolitana de Salvador, e Juazeiro, no norte da Bahia, e no estado de São Paulo.

A organização criminosa, conforme as investigações, movimentou cerca de R$ 680 milhões por meio de rifas comercializadas em redes sociais. Foram cumpridos também 30 mandados de busca e apreensão. A polícia não divulgou para quais estados os policiais presos trabalhavam.

Também foi preso o casal de rifeiros José Roberto Santos, o Nanan Premiações, e Gabriela Silva. Ela registrou, nas redes sociais, a presença dos policiais na residência na manhã desta quarta. “Mais uma vez a perseguição do sistema, até quando o pobre que saiu da miséria vai ser tarchado (sic) de marginal”, escreveu.

A reportagem não conseguiu localizar os advogados do casal até a publicação deste texto.

Em nota, a Polícia Militar da Bahia afirma que nove policiais militares são alvos de mandados de prisão -6 já foram cumpridos e outros 3 estão em curso. Ainda segundo a corporação, todos os envolvidos já respondiam a processos administrativos instaurados anteriormente, com base em apurações preliminares.

Os militares estão sendo encaminhados à CCP (Coordenadoria de Custódia Provisória), em Lauro de Freitas. A polícia reafirmou o compromisso com ética, legalidade e disciplina e reiterou que está tomando as providências cabíveis.

O grupo operava principalmente em Salvador, na região metropolitana da capital e nos municípios de São Felipe, Vera Cruz, Juazeiro e Nazaré. Os criminosos, de acordo com a investigação, ocultavam a origem dos recursos ao utilizar empresas de fachada e laranjas.

O inquérito aponta a participação de policiais militares da ativa e ex-integrantes da corporação, que forneciam proteção, informações privilegiadas e atuavam diretamente no esquema. Os prêmios, geralmente veículos de luxo, eram entregues a membros do próprio grupo para legitimar a fraude.

As rifas eram divulgadas por redes sociais e atraiam grande número de participantes, já que os prêmios eram geralmente veículos de luxo.

Entretanto, os sorteios eram manipulados para garantir que a premiação ficasse com membros da própria organização criminosa, o que ampliava o lucro e consolidava o ampliando os lucros e consolidava o esquema.

Durante a operação, batizada de Falsas Promessas, foram apreendidos veículos de luxo, relógios, dinheiro, celulares e notebooks. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ investigado.

A primeira fase da investigação contou com a prisão de 20 pessoas em setembro do ano passado. O rifeiro José Roberto Santos também estava entre os alvos.

JOSUÉ SEIXAS / Folhapress

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