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Os dois lados da guerra comercial, a obrigação de repensar os modelos de trabalho depois da pandemia e o que importa no mercado nesta quinta (06)

(FOLHAPRESS) – Os dois lados da guerra comercial, a obrigação de repensar os modelos de trabalho depois da pandemia e o que importa no mercado nesta quinta-feira (06).

ELE NÃO DESISTE…

O jogo das tarifas não tem cartas marcadas. Nos EUA não há Carnaval e, por isso, temos muito para recapitular sobre o que aconteceu nos últimos dias.

**O maior destaque**

As tarifas anunciadas em 1º de fevereiro por Donald Trump de 25% sobre a importação de produtos do Canadá e do México passaram a valer na terça-feira (4).

A efetividade dessas taxas foi adiada em um mês em relação ao que foi anunciado em um primeiro momento.

**Não vai ficar barato**

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, revidou. Ele anunciou que os produtos dos Estados Unidos ficarão mais caros por lá.

“Se as tarifas dos EUA entrarem em vigor, o Canadá responderá a partir da meia-noite aplicando taxas de 25% sobre 155 bilhões de dólares canadenses (R$ 621 bilhões) em produtos americanos”, disse o premiê.

Os encargos canadenses sobre produtos que movimentam até 30 bilhões de dólares canadenses (R$ 120 bilhões) já estão valendo. Aqueles que incidem sobre mercados que movimentam 125 bilhões (R$ 501 bilhões) começam em 21 dias, se os EUA não cederem até lá.

O alvo seriam a cerveja norte-americana, o vinho, o bourbon, os eletrodomésticos e o suco de laranja da Flórida.

**Sem papinho**

A gestão de Trudeau não quer um “meio-termo” para um acordo na guerra comercial. Um funcionário próximo do líder revelou à Bloomberg que ele não estaria disposto a suspender a resposta a não ser que todas as tarifas de Trump sejam esquecidas.

O Canadá se juntou à China e apresentou oficialmente uma queixa à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as tarifas.

**A exceção**

Trump decidiu ontem isentar, por um mês, as montadoras instaladas nos EUA, por um mês, de pagar os novos impostos.

A cobrança poderia interromper a cadeia de suprimentos integrada em toda a América do Norte, em vigor há mais de 25 anos. Algumas peças automotivas cruzam fronteiras seis ou mais vezes antes da montagem final.

De acordo com as fabricantes, as tarifas de Trump, se aplicadas, elevarão os preços em até 25% e haverá impacto quase imediato sobre a disponibilidade dos veículos.

…E ELES NÃO DESCANSAM

As tarifas de Donald Trump não abalam a confiança do governo chinês. Vamos continuar falando dos encargos, mas, agora, daqueles impostos à China.

O primeiro-ministro do país asiático, Li Qiang, abriu a sessão anual da Assembleia Popular Nacional ontem e disse que a meta do PIB para 2025 foi estabelecida em 5%, assim como no ano passado.

A ideia é tocar adiante, sem se abalar com o que pode vir do lado de lá da guerra comercial. Para isso, incentivos econômicos para áreas estratégicas devem pintar ao longo do ano.

**Batendo de frente**

Além de anunciar a efetividade das tarifas contra México e Canadá, Trump dobrou as que são aplicadas aos chineses.

Antes, os encargos seriam de 10%. Agora, de 20%. Os esforços para não se deixar afetar devem estar concentrados nas áreas do comércio, ciência e tecnologia.

“O unilateralismo e o protecionismo estão em ascensão (…) isso está minando a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais e impedindo os fluxos na economia internacional”, enfatizou Li.

Em resposta às deliberações de Trump, a China suspendeu as licenças de importação de soja de três empresas americanas e interrompeu as importações de madeira serrada dos EUA.

Cerca de metade das exportações de soja dos EUA é enviada para a China, totalizando US$ 12,8 bilhões (R$ 75,7 bilhões) em comércio em 2024, segundo o US Census Bureau.

Também impôs taxas de importação no valor de US$ 21 bilhões (R$ 124 bilhões) em produtos agrícolas e alimentícios dos EUA.

**Na lista do tarifaço**

– 15% sobre a importação de frango, trigo, milho e algodão americanos –as produções mais tradicionais da agropecuária do país;

– 10% extras sobre importações de soja, sorgo, carne suína, carne bovina, frutos do mar, frutas, legumes e laticínios.

Tudo isso entra em vigor em 10 de março, segunda-feira.

**Ajustando a mira**

25 empresas norte-americanas foram alvo de restrições do governo chinês às exportações e aos investimentos.

Pequim acusou a Casa Branca de “chantagem” em relação ao aumento das tarifas.

A esperança, segundo analistas, é negociar uma trégua.

As tarifas afetam os investidores no mercado financeiro no Brasil. O dólar perde valor frente a outras moedas ao redor do mundo (caso do real) e o preço do petróleo é o menor em seis meses.

O VELHO NORMAL

A cultura do trabalho está em debate. O Brasil participa da discussão: os pedidos pelo fim da jornada 6×1 (trabalho em seis dias da semana, descanso, em um) e as questões sobre a regulamentação do trabalho de motoristas e entregadores de aplicativo são exemplos.

No ringue, temos de um lado empregadores que consideram que o trabalho presencial é essencial para o funcionamento das empresas, e, do outro, funcionários que encontraram um equilíbrio melhor entre vida e emprego no home office. Além de tudo o que cabe entre esses lados do espectro.

Para fazer suas vontades valerem, as empresas têm buscado mais e mais mecanismos (vezes punitivos, vezes não) para impor a presença nos escritórios.

**Uma estrelinha para quem se comportar**

É como a Deloitte pretende recompensar quem vier trabalhar presencialmente de duas a três vezes por semana.

A consultoria anunciou que vai considerar os dados de presença no escritório como parte das suas avaliações de desempenho para ajudar a determinar os bônus dos funcionários no final do ano -até o momento, isso só vale para os funcionários da área tributária nos EUA.

A Deloitte é uma das “Big Four”, quatro maiores e mais tradicionais empresas que prestam consultoria e auditoria para outras. As outras três são PwC (PricewaterhouseCoopers), Ernst & Young e KPMG.

**Tendência**

Os níveis de trabalho presencial nos Estados Unidos são os maiores desde 2020, início da pandemia, segundo dados divulgados pela empresa de gestão de propriedades Kastle Systems.

Em dez grandes cidades americanas, a média de ocupação de escritórios ultrapassou 50%.

O aumento do uso da presença como métrica de desempenho também se deve ao fato de que é mais fácil controlar a rotina de trabalho dos funcionários com a tecnologia: dá para saber quem passou na catraca e quem ficou em casa, vendo a localização dos notebooks.

**Soltando a imaginação**

Modelos híbridos que pedem que o funcionário compareça alguns dias por semana no escritório e fique em casa nos outros viraram padrão em alguns setores.

O Nubank, por exemplo, pede que os funcionários compareçam ao escritório durante uma semana, a cada sete semanas trabalhadas em estilo home office.

O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

**Seu celular está ficando velho?**

No MWC (Mobile World Congress), em Barcelona, fabricantes apresentam celular com três telas, detector de deepfake e notebook com painel solar.

**Chega**

Os economistas interromperam a série de altas nas projeções da inflação para o fim deste ano. No Boletim Focus, eles mantiveram a previsão para o IPCA em 5,65%.

**Casos de família**

Está rolando bafafá em uma das famílias mais poderosas do mercado financeiro brasileiro, os Setubal, do Itaú.

**Cofre furado**

Ao perdoar e renegociar as dívidas de alguns estados, o governo pode perder cerca de R$ 1,3 trilhões, segundo cálculos divulgados pelo Tesouro Nacional.

LUANA FRANZÃO / Folhapress

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