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Paes divide comando de transição do próprio governo entre vice e braço direito

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), dividiu o comando da transição do seu terceiro para o quarto mandato à frente do município entre os dois nomes que protagonizam a disputa por sua sucessão.

O deputado estadual Eduardo Cavaliere (PSD), vice-prefeito eleito, vai coordenar o gabinete de transição, discutindo as metas a serem atingidas pela futura gestão. O deputado federal Pedro Paulo (PSD), por sua vez, será o responsável pela discussão com os partidos aliados para ocupação das secretarias.

Os dois disputaram a vice na chapa de Paes na pré-campanha. O posto foi alvo de interesse pela possibilidade de assumir a cidade já em abril de 2026, quando o prefeito terá que deixar o cargo caso decida disputar o governo estadual. Ele, porém, afirma que vai concluir todo o mandato.

“Isso aqui é um time só. E nesse momento tem a minha liderança. Portanto, um é vice-prefeito eleito, o outro é presidente do partido. Então, é natural que o presidente do partido conduza as negociações políticas”, disse o prefeito.

Os dois ladearam Paes nesta segunda-feira (2) durante a entrevista coletiva para anúncio de instalação do gabinete de transição. Ele funcionará no ImpaTech, faculdade de matemática sob coordenação do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) na zona portuária da cidade.

Aliado do prefeito há mais de 30 anos, Pedro Paulo foi preterido na disputa pela vice por Cavaliere, que se aproximou do prefeito em 2018 durante a candidatura derrotada ao governo estadual.

Os dois mantém as funções que desempenharam no grupo político do prefeito ao longo dos anos. Pedro Paulo preside o PSD-RJ e é o responsável pelas primeiras conversas políticas a serem definidas por Paes. Cavaliere foi secretário da Casa Civil até abril, cargo em que coordenava o cumprimento das metas do Plano Estratégico.

O vice-prefeito eleito é o primeiro a quem Paes concede algum protagonismo na gestão. Adilson Pires (PT), de 2013 a 2016, e Carlos Alberto Muniz (MDB), de 2009 a 2012, ocuparam secretarias pontuais (Assistência Social e Meio Ambiente, respectivamente). O atual vice-prefeito, Nilton Caldeira (PL), sequer teve qualquer pasta para comandar.

“O vice-prefeito eleito é um vice-prefeito da minha escolha, do meu partido, do meu grupo político, e, portanto, é uma circunstância muito diferente dos outros vice-prefeitos que eu tive. Só para ter uma ideia, ele é o meu chefe da Casa Civil, já tocando, de certa maneira, essa coordenação do governo, planejamento estratégico”, disse o prefeito.

Paes também disse que a atuação de Pedro Paulo tem mais poder para discutir espaço no governo do que a de outras siglas que integrou —em referência indireta ao MDB, que integrou durante seus dois primeiros mandatos.

“Nunca nenhum vice meu discutiu composição política de governo meu, e nem o presidente do partido, com todo respeito, porque eu também não tinha lá a conexão partidária que temos hoje do PSD. Então, o PSD do Rio de Janeiro me representa, posso dizer assim”, disse Paes.

O prefeito voltou a dizer que não deixará o cargo para disputar o governo estadual. Ele tem dito que pretende conduzir uma coligação de siglas para enfrentar o nome de Jair Bolsonaro (PL) e do governador Cláudio Castro (PL) no estado.

O presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), tenta se cacifar junto aos bolsonaristas para ser escolhido para a disputa. O secretário estadual de Transportes, Washington Reis (MDB), também é uma opção do ex-presidente.

ITALO NOGUEIRA / Folhapress

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