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Partido de Mandela diz ter acordo para formar coalizão na África do Sul

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CNA (Congresso Nacional Africano), partido histórico de Nelson Mandela e que em eleição no mês passado teve o seu pior resultado desde o fim do apartheid, disse nesta quinta-feira (13) ter chegado a um acordo com várias legendas para formar uma coalizão de governo.

“Conseguimos um grande avanço no acordo sobre a necessidade de trabalhar juntos”, disse o secretário-geral do ANC, Fikile Mbalula, sem revelar os nomes do partidos. Segundo interlocutores, a coalizão incluiria a AD (Aliança Democrática), de centro-direita, e várias outras legendas menores.

Depois de 30 anos governando a África do Sul sem precisar de alianças no Parlamento, o CNA sofreu um revés histórico no pleito de maio que deixou o país num estado de incerteza política nunca visto na era democrática.

O CNA perdeu 71 assentos no Legislativo, caindo de 230 para 159 e ficando abaixo dos 200 parlamentares necessários para obter maioria na Casa. Em segundo lugar veio a AD, liderado por John Steenhuisen, membro da minoria branca do país.

A AD não havia confirmado, até a tarde desta sexta, a formação de uma coalizão com o partido governista. Analistas mencionados pela agência de notícias Reuters dizem que, se confirmado, um governo envolvendo a sigla de centro-direita seria bem recebido pelas grandes empresas e mercados financeiros, que aprovam as suas políticas de livre comércio.

A possível aliança, contudo, é considerada impopular para apoiadores do ANC, que veem a AD como um defensor dos interesses da minoria branca privilegiada -tema debatido com frequência num país que convive com o legado do apartheid.

O novo Parlamento deve se reunir nesta sexta-feira (14), na Cidade do Cabo, para eleger o presidente, o vice-presidente e o líder da Casa. Espera-se que Cyril Ramaphosa ganhe um novo mandato na Presidência, mas a composição do novo governo permanece incerta.Líderes do ANC defenderam na semana passada a formação de um governo com base ampla.

Para isso, manifestaram disposição para dialogar com partidos de pólos opostos, do AD, pró-mercado, ao CLE os Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF), de extrema esquerda, cujas propostas incluem expropriação de terras sem indenização e estatização do setor de mineração.

O ANC continua a ser o maior partido no Parlamento, tendo conquistado 159 dos 400 assentos. A DA tem a segunda maior bancada, com 87 representantes, enquanto o partido populista MK (Lança da Nação), liderado pelo ex-presidente Jacob Zuma, tem 58.

Redação / Folhapress

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