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Passageira com deficiência relata desrespeito de companhia aérea e divulga vídeo com discussão

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Ativista do direito de pessoas com deficiência, a professora Aline de Castro afirma que foi tratada com desrespeito pela companhia aérea Latam ao reivindicar para ela e sua acompanhante os assentos da primeira fileira da aeronave em um voo entre Brasília e Belo Horizonte nesta sexta-feira (26).

O tema repercutiu nas redes sociais depois que Aline publicou um trecho de um vídeo no qual ela aparece discutindo com um comissário do voo.

O vídeo mostra que, durante a discussão, o funcionário a interrompe e diz que “não, a senhora não vai falar mais”. “Ele me mandou sutilmente calar a boca”, protesta ela em outro vídeo publicado.

Segundo Aline, ao entrar no voo, o funcionário disse que os primeiros assentos já estavam ocupados por pessoas que pagaram pelos lugares e que não havia como realocar os passageiros. Também teria dito que ela deveria se retirar do avião.

“Entrei no avião e desde o primeiro momento ele já foi grosso e ríspido. Era nítida a falta de paciência dele”, reclama ela.

Na confusão, relata Aline, duas pessoas se ofereceram para trocar os lugares. Ela e sua mãe migraram para outras poltronas e seguiram no voo. A ativista, que utiliza cadeira de rodas, explica que tem uma deficiência física que gera fraqueza muscular e que não possui o controle do tronco.

Procurada, a Latam disse em nota que “em nenhum momento impediu a passageira e a sua acompanhante de viajarem lado a lado nas primeiras fileiras da cabine adquirida (Economy), cumprindo rigorosamente o que determina a Resolução 280 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para o embarque de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE) e seus acompanhantes”.

“Durante o embarque, a cliente solicitou ser acomodada com a sua acompanhante em outra cabine (Premium Economy). No entanto, esse espaço já estava ocupado por outros passageiros e isso foi explicado pelos tripulantes”, continua a empresa.

Nesta segunda (29), Aline disse à reportagem que , embora as companhias aéreas estejam comercializando as cadeiras prioritárias, o direito aos assentos pelas pessoas com deficiência continua vigorando. Assim, em um voo onde há pessoas com deficiência, ela afirma que as realocações de passageiros devem ser feitas, com o ressarcimento devido, quando necessário.

“Antes de ser um assento Premium, ele é um assento prioritário. Eu não estava preocupada com a categoria. Até porque não tem nenhuma diferença estrutural do assento, nenhuma regalia. Eu queria somente ter o meu direito atendido, de sentar na frente, uma vez que preciso ser carregada no colo pela minha acompanhante”, afirmou ela à reportagem.

A reportagem pediu um esclarecimento da Anac sobre como funciona a reserva de assentos em aeronaves para pessoas com deficiência e ainda aguarda uma resposta.

CATARINA SCORTECCI / Folhapress

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