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Passageiros de metrô no Rio reclamam de aumento da tarifa para R$ 7,50

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Usuários de metrô do Rio de Janeiro ficaram indignados na primeira segunda-feira de aumento na tarifa do transporte. Desde sexta (13), o bilhete custa R$ 7,50. Antes, custava R$ 6,90.

A tarifa cheia do metrô era de R$ 7,20, mas os passageiros pagavam apenas R$ 6,90 porque o governo Cláudio Castro (PL) subsidiava R$ 0.30. O complemento universal foi criado em 2022 para mitigar a crise financeira causada pela pandemia de Covid-19.

A gestão interrompeu o desconto e a Agetransp (agência reguladora dos transportes públicos no estado) aprovou o aumento. Assim, o reajuste superou a inflação do último ano (4,5%). O Rio de Janeiro voltou a ser o único estado a não fazer subsídio universal da tarifa do metrô, o que ajuda a mantê-la como a mais cara do país.

O governo fluminense tem um programa de tarifa social, voltado para pessoas entre 5 anos e 64 anos com renda mensal de até R$ 3.205,20. Nesse caso, a passagem está mantida em R$ 5, o mesmo cobrado, por exemplo, no metrô de São Paulo.

Mesmo com desconto, usuários do metrô estão insatisfeitos. O publicitário Leonard Brunno, 30, afirma desembolsar cerca de R$ 280 por mês no metrô somente com o deslocamento da casa para o trabalho, de Coelho Neto, na zona norte, até a Central do Brasil. Somados os dias de lazer, o custo mensal com metrô é de R$ R$ 430, em média. Ele foi cadastrado na tarifa social pela empresa em que trabalha.

“Para uma linha de metrô que não cobre nem metade da cidade, R$ 5 ainda é muito caro”, afirma Brunno. “Tenho amigos que deixam de ir a passeios culturais porque até a tarifa social pesa no bolso, principalmente pelo metrô não fazer conexão com os ônibus que vêm da zona oeste”, conta.

A MetrôRio afirma que, dos 45 milhões de passageiros transportados de janeiro a março deste ano, 12,3 milhões, utilizaram a tarifa social. “Atualmente, cerca de 30% de passageiros pagantes diários utilizam a tarifa social no metrô”, diz a concessionária.

A manicure Thamiris Boaventura, 35, ficou sem o direito de adquirir a tarifa social porque ganha cerca de R$ 400 mensais além do teto de R$ 3.205,20. Ela atende a clientes em domicílio e se desloca pelos bairros da zona sul de metrô.

“Vou precisar aumentar um pouco o valor cobrado pelo meu serviço para sustentar esse reajuste na tarifa. Ou vou começar a circular de ônibus com o risco de atrasar, o que não acontecia no metrô, que é bem mais rápido. Fiquei entre a cruz e a espada. Vai afetar meus rendimentos”, afirma.

O metrô fluminense tem três linhas e 41 estações. Usuários avaliam que a qualidade do serviço é melhor do que a dos trens urbanos, administrados pela SuperVia, mas reclamam que a malha não alimenta outras cidades da região metropolitana -não há estações na Baixada Fluminense, por exemplo.

“Moro em Duque de Caxias e utilizo o metrô raramente. Ele é rápido, mas é caro e eu preciso pagar um ônibus para chegar até a estação da Pavuna. Prefiro gastar mais tempo no trânsito do que perder R$ 15 todos os dias”, diz o técnico em telecomunicações Octávio Ribeiro, 24.

Passageiros reclamam ainda de que há muito tempo não há inauguração de novas estações. Em novembro, governo do estado e MetrôRio, anunciaram um acordo para a retomada das obras da estação da Gávea, com obras paralisadas desde 2015. A estrutura subterrânea da estação chegou a ser inundada com 36 milhões de litros de água para evitar a instabilidade do terreno.

YURI EIRAS / Folhapress

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