Pela 1ª vez, Indonésia vence o Miss Supranational; Brasil fica em 4º lugar

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A representante da Indonésia, Harashta Haifa Zahra, 20, faturou no final da tarde deste sábado (6), o título de Miss Supranational 2024. Ela foi coroada na cidade de Nowy Sacz, na Polônia, e a disputa pelo trono contou com um grupo de 68 misses. Esta foi a 15ª edição do Miss Supranational, que acontece todos os anos no país europeu, onde fica sua sede.

A brasileira Isadora Murta, 26, quase chegou lá e ficou em quarto lugar. Ela manteve o ritmo de bons resultados do país na competição, ao colocar o Brasil pelo segundo ano consecutivo no no grupo de cinco finalistas do concurso – em 2023, a gaúcha Sancler Frantz, apelidada de “Barbie brasileira”, ficou em terceiro lugar.

Natural de Belo Horizonte, capital mineira, e formada em administração de empresas pela Universidade Federal de Viçosa, a Miss Brasil se divide profissionalmente em múltiplas funções. Além de sua dedicação ao mundo miss, ela tem uma empresa como seu pai em Contagem (MG) e faz trabalhos como modelo, apresentadora e influenciadora digital.

Em um de seus momentos no palco, Isadora detalhou que sua motivação para concorrer é para poder promover a educação para todos. “Eu acredito no propósito do Miss Supranational. Ser inspiradora e ambiciosa pra mim não é apenas um slogan, mas sim um chamado para ação. É por isso que estou aqui hoje, evoluindo como pessoa, para mostrar para todos a importância da educação”, disse Isadora, em inglês, logo após ser chamada para o grupo das 12 semifinalistas.

Em segundo lugar na final ficou a Miss Estados Unidos, Jenna Dykstra, 28, seguida pela Miss República Tcheca, Justyna Zedníková, 21, em terceiro. Além de Isadora em quarto, completou o Top 5 a Miss Curaçao, Chanelle de Lau, 29, na quinta posição.

O concurso mundial de beleza feminina é um dos maiores do mundo, ao lado de títulos como Miss Universo, Miss Mundo, Miss Grand International e Miss Terra. Quem se despediu do título na ocasião foi a equatoriana Andrea Aguilera, 23, titular de 2023.

As misses ficaram cerca de três semanas em confinamento na Polônia, já que o país europeu é sede da organização do concurso, onde cumpriram uma agenda de atividades e eventos. Além disso, participaram de uma série de etapas classificatórias da competição, como as provas de talento, desfile de moda, capa de revista, miss influenciadora, entre outras.

Logo após os desfiles preliminares classificatórios, que aconteceram no início desta semana, especialistas do mundo miss – chamados de “missólogos”- já classificavam a brasileira como uma das favoritas da edição. Na internet, em fóruns e nas redes sociais, eles davam como certa a entrada de Isadora entre as cinco finalistas do Supra.

Apesar das expectativas, a mineira já estava acostumada com o furor virtual dos fãs, uma vez que esta não foi sua primeira experiência entre faixas e coroas. Antes de ser eleita Miss Supranational Brasil, em dezembro passado, ela defendeu Minas Gerais em duas tentativas seguidas de ser Miss Universo Brasil, em 2021 e 2022. Dessa forma ela — que tinha mais de 144 mil seguidores no Instagram antes da final do mundial – aprendeu a lidar com o público sem deixar com que isso afete seu emocional.

Fora Harashta (2024) e Andrea (2023), já venceram o Supra misses da África do Sul (2022), Namíbia (2021), Tailândia (2019), Porto Rico (2018), Coreia do Sul (2017), Índia (2016 e 2014), Paraguai (2015), Filipinas (2013), Belarus (2012), Polônia (2011), Panamá (2010) e Ucrânia (2009). Em 2020, não houve concurso –ele foi cancelado por conta da pandemia de Covid-19.

Vale lembrar que o concurso tem um “spin-off” masculino, o Mister Supranational, que teve como representante brasileiro em 2024 o gaúcho Matheus Maia, 26, eleito Mister Brasil em abril. Já em 2023, o paulista Henrique Martins, 32 –que é nadador olímpico e esteve posteriormente no reality A Fazenda 15 (Record)–, foi vice-campeão do Supra, vencido pelo espanhol Iván Alvaréz.

O vencedor do masculino, que teve sua 8ª edição realizada na quinta-feira (4), foi o médico e modelo sulafricano Fezile Mkhize, 33, que fez história ao tornar-se o primeiro homem negro a levar o título para casa. “Quero mostrar para as pessoas que sonhos podem se tornar realidade”, disse ele, logo após ser anunciado como o vencedor do certame.

FÁBIO LUÍS DE PAULA / Folhapress

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