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Pilares do Masp são repintados de vermelho após restauro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os pilares e as vigas do Masp, na região central de São Paulo, voltaram a ser cobertos com tinta vermelha neste fim de semana. O prédio histórico da avenida Paulista passa por sua primeira reforma desde a inauguração, em 1968, e ficou mais de um mês com o concreto exposto, sob telas de proteção instaladas para a obra.

A repintura em vermelho já estava prevista, segundo a direção do museu. O cinza do concreto e do tecido, porém, fazia lembrar o projeto original de Lina Bo Bardi. Até 1991, as vigas e pilastras ficavam sem tinta.

Ela foi aplicada para impermeabilizar o concreto. Antes disso havia problemas constantes com infiltração no prédio, que provocava manchas na estrutura do museu. Lina teria aprovado a cor, que constava em um de seus desenhos do projeto, um ano antes de sua morte.

Várias camadas de tinta sobrepostas foram retiradas da estrutura durante a reforma, e o concreto passou por um tratamento para aumentar sua durabilidade. A obra, segundo o museu, foi precedida por uma pesquisa histórica de todas as intervenções já feitas na estrutura ao longo de décadas.

O Masp anunciou, na sua conta oficial no Instagram, que chegou ao padrão da cor original — criada especialmente para a pintura do museu há 34 anos. Ela foi batizada de “Interfine 878 Vermelho MASP”.

Os produtos utilizados “proporcionam uma maior duração e proteção para a estrutura e preservam a cor característica de um dos maiores cartões postais de São Paulo”, diz o museu.

A reforma também inclui reparos na laje do vão livre do Masp. Desde abril, tapumes foram colocados para isolar o local e proteger operários e visitantes. O museu segue funcionando normalmente.

Os reparos fazem parte do projeto de expansão do Masp. Para o segundo semestre deste ano, está prevista a inauguração de um novo edifício, chamado de Pietro Maria Bardi.

É o antigo edifício Dumont-Adams, construído na década de 1950 e localizado à direita do museu. Um túnel subterrâneo fará a ligação entre as duas estruturas e a área expositiva deve aumentar em 66%, com mais espaço para exibir obras do acervo –que já são mais de 11 mil– e abrigar exposições temporárias.

Hoje, pouco mais de 1% do acervo fixo do museu é exposto, devido às limitações físicas do espaço. O Masp também realiza exposições com intercâmbio internacional de obras.

A proposta é que a entrada principal do museu seja feita por meio do novo prédio. Desta forma, o subsolo e o segundo andar do edifício atual devem se tornar exclusivos para exposições de longa duração, com obras que pertencem à coleção do museu.

Já as galerias do novo prédio, com pé-direito mais alto e um sistema de climatização e iluminação mais avançado, serão dedicadas às exposições temporárias.

Redação / Folhapress

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