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Plano contra desastres em Porto Alegre terá totens equipados com estação meteorológica e sirene

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – O escritório de reconstrução e adaptação climática de Porto Alegre anunciou nesta quarta-feira (28) detalhes do novo plano de monitoramento de condições climáticas e o protocolo de resposta e mitigação do impacto de enchentes.

Os equipamentos e as estratégias devem ser adotados nos próximos meses para qualificar o sistema de prevenção a desastres hidrológicos, que falhou ao não conseguir proteger a capital gaúcha da cheia do lago Guaíba.

O plano de monitoramento e medição prevê a instalação de dez totens eletrônicos em diferentes regiões da cidade, equipados com estações meteorológicas e alto-falantes para reprodução de alertas em áudio ou sirenes, microfones, câmeras com visão 360º e sinalizações luminosas.

O prazo estimado para instalação dos equipamentos, de acordo com o escritório de reconstrução, secretaria excepcional subordinada à Prefeitura de Porto Alegre, é até dezembro.

Segundo o órgão, os totens vão medir índice de chuva por sensor óptico e outros fatores climáticos, como velocidade e direção do vento, umidade, qualidade do ar e radiação solar.

Os totens serão instalados nas ilhas da Pintada e dos Marinheiros, nas imediações dos arroios Passo das Pedras, Sarandi, Moinho e Guarujá, na barragem Lomba do Sabão, em uma praça no bairro Humaitá e nas proximidades da orla do Guaíba no bairro Lami.

“Os totens possuem emissão de alerta de emergências totalmente conectado e integrado ao plano de contingências, tanto ao existente e, no momento em que ele for atualizado, ao futuro plano”, disse Rovana Reale Bortolini, diretora de projetos e políticas de sustentabilidade da Smamus (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade).

Nos totens no Lami, Guarujá, ilha da Pintada e Lomba do Sabão, serão incluídos sensores fluviométricos. De acordo com Bortolini, a expansão da medição fluviométrica permite a obtenção de séries históricas de vazões e outros parâmetros para basear as decisões na gestão de recursos hídricos.

Também estão previstas dez réguas linimétricas com câmeras para aferir o nível de rios e arroios. As réguas serão colocadas em um trecho do rio Jacuí e nos arroios Feijó, Santo Agostinho e Dilúvio. Nos arroios Moinho, do Salso e das Pedras, serão duas réguas em pontos distantes.

Já o plano de preparação e mitigação de desastres climáticos de Porto Alegre prevê ações de combate a eventos climáticos extremos, incluindo criação de rotas de fuga, protocolos de logística de transporte e organização de abrigos e centros de doações.

“Esse sistema de alerta vai direcionar as pessoas no momento de desastre para os locais seguros, definindo os locais de abrigos e as rotas de fuga”, acrescentou Bortolini.

Os contratos foram oficializados na manhã desta quarta-feira (28) em ato no Instituto Caldeira, entidade privada de inovação e tecnologia que foi invadido pela água durante a enchente.

A elaboração deve ser concluída em oito meses e será feita com a consultoria técnica do ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), no valor de R$ 350,7 mil, com recursos do Funproamb (Fundo Pró-Defesa do Meio Ambiente).

O projeto será executado pela empresa Helper Tecnologia de Segurança S.A., e o valor do contrato, com duração de um ano, é de R$ 2,4 milhões.

Os planos estão inclusos nas medidas anunciadas nas últimas semanas para requalificar o sistema municipal. As primeiras obras nos diques danificados e nas estações de bombeamento devem ter início em setembro. Obras amplas, como reconstrução das contenções, devem começar no próximo ano após estudos geológicos.

Em maio, o desmoronamento de trechos de rodovias e a inundação de outros bloqueou quase todos os acessos para Porto Alegre. A única rota aberta, pela RS-010 e o município de Viamão, serviu como ponto de saída de centenas de moradores que deixaram a capital rumo ao litoral norte, a região menos afetada pela tragédia climática que impactou cerca de 95% dos municípios gaúchos.

CARLOS VILLELA / Folhapress

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