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Polícia apura suposto assalto no RJ em que homem ficou pendurado em carro

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar uma suposta tentativa de assalto na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, após o vídeo de um homem pendurado em um carro viralizar nas redes sociais nesta quinta (25).

O motorista do carro, o influenciador Rafael Queiroz, afirmou que estava parado em um sinal de trânsito na avenida Salvador Allende quando foi vítima de uma tentativa de assalto. Ele teria, então, fechado o vidro, prendendo o suposto assaltante ao veículo, e acelerado.

A cena do homem preso à janela do carro foi filmada por outro motorista, e o vídeo não mostra o desfecho do caso.

Segundo Rafael, o assaltante caiu na pista, e ele seguiu com o carro. O influenciador não procurou a polícia para relatar o caso.

Após as imagens viralizarem, a polícia abriu uma investigação e irá chamar o motorista para depor. Procurado nesta sexta (26) pela reportagem, Rafael não se manifestou.

A Folha apurou que o intuito da Polícia Civil é identificar o homem que ficou preso à janela do carro. Caso seja confirmado que houve uma tentativa de assalto, ele poderá ser indiciado. Os investigadores, no entanto, também irão apurar se a ação foi combinada com o homem que ficou pendurado no carro com o intuito de gravar a cena para viralizar nas redes.

Alguns pontos chamaram a atenção dos agentes, entre eles o fato da pessoa que fez a gravação ser amiga do influenciador e estar justamente em uma pista lateral. A todo momento, quem filma ri da situação. Além disso, o influenciador, ao passar em frente a um batalhão da Polícia Militar, reduz a velocidade e não pede ajuda à corporação.

O fato de o suposto assaltante ter ficado preso ao veículo, sem se desvencilhar, também é uma suspeita de que o vídeo possa ter sido armado.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que, “de acordo com a 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), o motorista não procurou a delegacia. Após o vídeo ser divulgado por meio de redes sociais, a unidade iniciou a investigação. A pessoa que fez a postagem foi identificada e será chamada para prestar depoimento. Diligências estão em andamento para apurar os fatos”.

Caso a ação tenha sido combinada, os envolvidos poderão responder por exposição a perigo, previsto no artigo 132 do Código Penal, que seria “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente”. A pena prevista é de prisão de três meses a um ano

BRUNA FANTTI / Folhapress

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