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Polícia do PR indicia motorista de caminhão que esmagou carro e não comunicou autoridades

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Um motorista de 41 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná nesta segunda-feira (7) por três homicídios qualificados e por conduzir veículo sob efeito de substância psicoativa. Um laudo toxicológico indicou a presença de cocaína no organismo do homem.

Ele dirigia o caminhão bitrem carregado com cerca de 35 toneladas de toras de madeira que tombou sobre um carro, matando três pessoas –o casal Ana Carolina Pires de Oliveira e José Ronaldo Pereira da Silva, além de Jandira Marciliano Pires, mãe de Ana Carolina.

O acidente aconteceu em 31 de dezembro de 2024, na rodovia PR-340, em Ortigueira, na região central do Paraná.

Após o acidente, o motorista não comunicou às autoridades que havia outro veículo envolvido. O carro com as três vítimas, totalmente esmagado sob a carga, foi descoberto apenas no dia seguinte, durante a remoção do caminhão bitrem.

O nome do motorista não foi revelado pela Polícia Civil. A reportagem ainda tenta identificar a defesa dele.

A Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva do homem, o que não foi acolhido pela Justiça. Outras medidas cautelares foram determinadas, como a suspensão da carteira de motorista.

De acordo com o delegado João Paulo Martins Barreiro, responsável pela investigação, o motorista conduzia o caminhão com excesso de velocidade em um trecho com declive acentuado. Ele trafegava a cerca de 75 km/h em uma curva sinalizada com limite de 40 km/h.

Para o delegado, ele ignorou as condições de risco, o que caracteriza dolo eventual.

O inquérito policial também recuperou imagens internas da cabine, que mostram o motorista com “comportamento anormal momentos antes do acidente, como gesticulações excessivas e condução com apenas uma das mãos”.

Além do crime de conduzir veículo sob efeito de substância psicoativa, ele foi indiciado por três homicídios qualificados, com dolo eventual e com a qualificadora de meio que resultou em perigo comum.

Com a conclusão do inquérito policial, a investigação agora segue para o Ministério Público.

CATARINA SCORTECCI / Folhapress

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