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Praias perto de Buenos Aires registram queda de neve pela 1ª vez em três décadas

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Enquanto os europeus sofrem com o calor, os argentinos têm vivido dias gelados. As praias da cidade de Miramar (a 455 km de Buenos Aires) ficaram cobertas de neve, após uma tempestade que começou no domingo à tarde (29).

Segundo as autoridades locais, há 34 anos as areias do balneário na província de Buenos Aires não eram tingidas de branco. O fenômeno climático é resultado de uma onda de frio polar que afetou diversas regiões do país, incluindo locais onde a neve é rara, como no noroeste argentino.

O SMN (Serviço Meteorológico Nacional) já vinha alertando que as temperaturas poderiam cair para 0°C na cidade e até -3°C na Grande Buenos Aires, com registros de frio extremo em todo o território.

Nas redes sociais, os moradores compararam a nevasca atual com o evento histórico de 1º de agosto de 1991. Os espaços geralmente ocupados por turistas no verão apareceram cobertos pela neve.

A neve no litoral bonaerense é resultado da massa de ar frio e úmido que, em conjunto com rajadas de vento do sul e sudoeste, provocaram uma precipitação.

Em todo o país, a onda de frio trouxe temperaturas abaixo de 0°C em 15 províncias, com recordes extremos na Patagônia e nos Andes. A temperatura mais baixa registrada na segunda-feira (30) foi em Esquel (Chubut), com -17,2°C.

Nesta terça-feira (1º) os termômetros chegaram a -19,2°C em Maquinchao (Río Negro).

O frio intenso também deixou cidades do interior sem água, após parte da tubulação congelar. Governos locais suspenderam aulas e cerca de 400 mil pessoas na província de Buenos Aires relataram falta de energia durante a última madrugada.

Uma partida que seria disputada no domingo na cidade de Puerto Madryn (Chubut), entre Deportivo Madryn e Quilmes, teve de ser adiada.

Esta terça-feira é o dia mais frio do ano até agora em Buenos Aires, com os termômetros marcando 0°C e sensação térmica de -3°C no início da manhã e máxima de 8°C à tarde.

Com o frio fora do normal, argentinos começaram a debater nos últimos dias se o país seria o mais gelado do mundo naquele momento.

“Comparar qual país é ‘o mais frio’ entre os hemisférios não faz muito sentido: enquanto o sul está passando pelo inverno, o norte está no meio do verão. É lógico que estamos mais frios agora. É uma questão de estações”, publicou a meteorologista e porta-voz do SMN, Cindy Fernández.

As autoridades emitiram alertas para o frio extremo em grande parte da Argentina, com áreas enfrentando condições potencialmente perigosas para grupos de risco, como idosos.

As máximas só devem superar os dois dígitos na capital argentina a partir de quinta-feira (3), chegando a 15°C na sexta-feira (4).

DOUGLAS GAVRAS / Folhapress

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