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‘Precisamos rever tombamentos, ou muitas coisas vão cair no Brasil’, diz Lula

BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) criticou hoje (6) o tombamento de prédios históricos sem que haja dinheiro para preservá-los, um dia após o teto de uma igreja na Bahia desabar e matar uma pessoa em Salvador.

Lula questionou a política de tombamento no Brasil. O presidente argumentou que tombar prédios históricos “é maravilhoso”, mas que “depois a gente constata que não tem dinheiro” para a manutenção. A fala foi em entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, ambas da Bahia, nesta manhã.

“Precisamos rever isso. Se não, teremos muitas coisas tombadas caindo no Brasil”, declarou. Ele apontou que o “tombamento deixa um prédio praticamente abandonado.”

Um pedaço do teto do local conhecido como “igreja de ouro” desabou sobre turistas ontem (5). Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas. A construção tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) fica no Centro Histórico de Salvador.

“O Iphan ia lá visitar, mas não deu tempo, o prédio caiu”, afirmou o presidente. Procurado após o acidente, o órgão afirmou que “está em andamento” um projeto para a restauração do edifício, sem informar detalhes do projeto nem a previsão para a conclusão.

Aviso sobre rachaduras foi feito pelo diretor da igreja. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o frade Pedro Júnior Freitas da Silva pediu que uma visita técnica fosse feita para analisar a situação e fazer encaminhamentos, caso necessário. A Folha informou que, nos documentos, o Iphan não havia respondido à solicitação.

O Iphan fugiu da polêmica. Segundo o órgão, a responsabilidade pela manutenção e gestão da igreja é da Ordem Primeira de São Francisco.

Segundo Lula, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, vai hoje a Salvador acompanhar a situação. “Permanecemos à disposição para colaborar com as investigações e adotar as medidas necessárias para a preservação e restauração do patrimônio histórico e cultural, reafirmando o compromisso com a proteção da memória nacional”, afirmou o ministério, em nota.

LUCAS BORGES TEIXEIRA / Folhapress

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